A graciosa vila de Santa Cruz da Graciosa fica na Região Autónoma dos Açores na ilha da Graciosa, como é perceptível e bem junto ao mar, a catorze metros de altitude em terreno plano na costa setentrional.

Santa Cruz da Graciosa
A ilha da Graciosa é bastante e quase toda cultivada, sendo muito reduzida á área florestal. A ilha mede dez km de comprimento e de largura máxima, sendo a sua superfície total 61.17 km2 e o perímetro de 59 km. De origem vulcânica, a Graciosa regista fumarolas na furna do Enxofre e na baía dos Homiziados.
Na parte central da ilha ficam a Dormida, a serra Branca e a serra das Fontes nenhuma delas atingindo os 400 m de altitude e no estremo sudeste o maciço da Caldeira que no topo mede 402 m.
Na linha da costa, acidentada, abrem-se as baías onde se situam o porto da Praia e o porto de Santa Cruz da Graciosa.
Capital da ilha Graciosa é o seu principal centro comercial. A economia da ilha baseia-se na exploração da agro-pecuária. Os seus campos férteis produzem cereais como nenhuma outra ilha do arquipélago dos Açores. Fruta e vinho, sendo este de muito boa qualidade.
Na ilha da Graciosa cria-se sobretudo gado bovino, mas também há criação de gado asinino, equino e suíno. Na década de 70 do século passado terminou a caça à baleia, mas persiste a pesca da albacora e tem vindo a aumentar a apanha de algas.
A Graciosa possui indústria de lacticínios, adega cooperativa e fabrico de telha característica. A vila de Santa Cruz dispõe de aeroporto e de porto comercial.
História da Graciosa
A ilha Graciosa foi descoberta antes de 1439, e de princípio parece que teve designação de ilha Branca. Tudo indica que a Graciosa começou a ser povoada por iniciativa particular antes da criação da respectiva capitania, tendo-se por isso tornado seu 1.° povoador, segundo a tradição, Vasco Gil Sodré, oriundo de Montemor-o-Velho, vindo de África com mulher, filhos e doze criados, depois de ter estado algum tempo na Terceira.
O infante D. Henrique, no seu testamento de 13 de Outubro de 1460, escreveu ter feito construir uma igreja na Graciosa, o que pressupõe evidentemente estar já iniciado o povoamento desta ilha. O 1.° capitão-donatário de toda a ilha, Pêro Correia da Cunha, casado com Isabel Perestrelo, filha de Bartolomeu Perestrelo, e que se veio fixar na Graciosa pelo ano de 1475, em Santa Cruz da Graciosa, encontrou esta povoação já organizada e em franco progresso, motivo pelo qual poucos anos depois deu início à construção duma terceira igreja, que é a actual igreja matriz já aberta ao culto em 1486.
Neste mesmo ano D. João II outorgou a Santa Cruz da Graciosa o foral de vila. Esta já em 1510 possuía o Hospital do Santo Espírito. Em 1600 foi a vila dotada dum hospital da Misericórdia com igreja anexa, obra do capitão-mor Manuel de Quadros Machado que se distinguiu, em 1622 ou 1623, na resistência aos piratas que procuravam desembarcar na ilha.
O Museu Etnográfico da Graciosa consta de quatro secções: a casa rural graciosense, vestígios artísticos, alfaias agrícolas e objectos de viticultura.
Artesanato Festas e Gastronomia da Graciosa
A nível artesanal fabricam-se na ilha bordados, objectos de carpintaria e ferraria. As festas principais na ilha são as do Senhor Santo Cristo dos Milagres no 5.º domingo após a Páscoa e as do Espírito Santo no Domingo de Pentecostes.
À culinária local pertencem a caldeirada e o bodião assado no alambique; da doçaria fazem parte as queijadas, os pastéis de arroz, as capuchas, as escomilhas, as encharcadas de ovos, os bolos de junca, as cavaca e a massa sovada.
Locais paisagísticos da Graciosa
Os melhores miradouros da ilha são o de Nossa Senhora da Ajuda, na vila de Santa Cruz da Graciosa, e o de Nossa Senhora da Saúde, na freguesia da Praia. Digno de se ver é o topo da serra da Caldeira com a gruta e o lago na freguesia da Praia.
A Graciosa é das poucas ilhas do arquipélago dos Açores que dispõe de praias, sendo a principal a Fonte da Areia. Possui além disso as águas termais de Carapacho, que são cloretadas sódicas.