A ocupação milenar do território de uma forma contínua deixou vestígios de tipologia diversa, de que se salientam as antas, os castros, as vias e “villas” romanas, os castelos roqueiros e o românico, as torres e pontes medievais, as igrejas românicas e barrocas, os santuários rupestre e marianos, os pelourinhos, os cruzeiros, as alminhas, as casas solarengas e brasonadas, os sequeiros e espigueiros, os lagares de azeite de vara, os engenhos de linho, as serrações hidráulicas e as casas rurais tradicionais.

O castelo de Lanhoso é a principal referência histórica e um dos ex-libris do concelho. Este castelo teve uma grande importância na fundação da nacionalidade, tendo sido um baluarte da Reconquista Cristã. Nele se refugiou D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, dos exércitos de sua irmã D. Urraca que acaba por o cercar mas, perante a impossibilidade de o tomar de assalto, chega a um entendimento, assinando o Tratado de Lanhoso. Este terá sido o acontecimento mais importante deste castelo e sem dúvida de grande importância para a fundação de Portugal.
Findo este período, o Castelo de Lanhoso volta a ser notícia nas últimas décadas do Século XII, com um episódio de infidelidade conjugal por parte de D. Inês Sanches, esposa de D. Rodrigo Gonçalves Pereira. O marido, convencido da infidelidade da mulher, manda incendiar o castelo, queimando a esposa e o seu cúmplice, assim como todos os que haviam sido coniventes com a situação.

Em 1292 é instituído o concelho das Terras de Lanhoso, por D. Dinis que lhe atribuie em 1514, o concelho de Lanhoso recebe nova carta de foral, de D. Manuel I , reformando o foral anterior.
Um outro grande símbolo da Póvoa de Lanhoso diz respeito à Revolta de 1846. Trata-se de um acontecimento histórico, de cariz popular, que se iniciou neste concelho e que se alastrou por todo o país, num movimento de contestação ao governo dos Cabrais.
Situada em pleno coração do Minho e encaixada entre os verdes vales do Ave e do Cávado, Póvoa de Lanhoso integra toda a riqueza e diversidade da maravilhosa paisagem minhota. Visitar Póvoa Lanhoso é viajar no tempo e partir à descoberta de Portugal. Os seus monumentos testemunham os encontros e desencontros da história, da secular arte do ouro, do artesanato popular, sem esquecer a sua rica gastronomia, o vinho verde, a etnografia e a hospitalidade das suas gentes.
Património Monumental
Castelo de Póvoa de Lanhoso: Castelo de arquitectura militar do período pré-românico (séc. XI), restaurado nos sécs. XIII/XIV, sendo a sua torre de menagem do período gótico.
Santuário de Nossa Senhora do Pilar: Situado junto ao Castelo de Lanhoso, este Santuário, possui cinco capelas de via-sacra com grupos de escultura de madeira policromada, estilo bracarense, representando alguns dramas de gólgota.
Igreja da Fontarcada: Igreja datada da Segunda metade do séc. XIII, correspondente ao românico tardio do Minho. Edifício de uma só nave, com cobertura de madeira, três portais e uma capela-mor abobadada. No exterior tem um pórtico de três arquivoltas apoiadas em seis colunelos com capitéis esculpidos e ábacos salientes, sobrepujados por uma rosácea.
Igreja de Moure: Edificada nos finais do séc. XVII. As paredes da capela-mor são forradas a azulejo da época.
Igreja de Verim: pertence ao período do românico de transição (séc. XII/XIII), com torre sineira do séc. XVIII. Nela encontram-se alguns vestígios do antigo mosteiro beneditino, como é o caso da cruz e da pia baptismal. O tímpano e os cachorros do beiral do telhado são tipicamente românicos.
Igreja de Lanhoso: Igreja de granito, com estrutura de base românica mas que ao longo do tempo sofreu alterações.
Igreja de São João Baptista: Deste templo destaca-se o retábulo da capela-mor em talha do primeiro quartel do séc. XVIII.
Santuário de Nossa Senhora de Porto d’Ave: Edifício do séc. XVIII, foi elevado à categoria de Santuário Real em 1873, e constitui, juntamente com as suas oito capelas e o escadatório, um conjunto de linhas sóbrias, mas elegantes, sendo um lugar de grande afluência de devotos.
Ermida de São Mamede: É uma capela que foi construída na concavidade de um penedo enormíssimo.
Ponte de Men Gutierres: Ponte do Românico final, sobre o rio Ave, com uma só via e arco ligeiramente quebrado.
Ponte de Proselo: Ponte do Período medieval, no rio Cávado, com uma só via e vários arcos.
Castro do Pilar: Testemunha a presença de civilizações célticas ou mesmo pré-célticas que se instalaram no Monte do Pilar.
Citânia de Lanhoso: Povoado fortificado do ferro/ época Luso Romana.