Apúlia, situada no concelho de Esposende, é um local que só pelos seus recursos atrai os amantes das belas paisagens. Situada apenas a 8 quilómetros da cidade da Póvoa de Varzim, é uma vila que prima pelas suas límpidas praias.
Para poder desfrutar das suas paisagens, quem vem do Porto pode optar pelo caminho do itinerário complementar IC1 até à Apúlia ou em alternativa aceder aos serviços rodoviários regulares dos Transportes Linhares ou Auto Viação Minho.
À entrada desta localidade poderá observar-se algumas casas típicas de construção circular, já centenárias, e que serviam em outros tempos para guardar os aprestos utilizados na apanha do sargaço pelos lavradores/pescadores de Rio Tinto e Fonte Boa.
Esta vila, de fundação romana, é um pólo balnear por excelência. Rara era a família aristocrática de oitocentos, oriunda do interior do distrito de Braga, que aqui não possuísse uma Casa de Banhos. A sua riqueza em iodo, a recolha e seca de algas marinhas e a grandeza dos areais, transformavam Apúlia numa das praias mais apetecíveis do litoral norte do País. Esta localidade com pouco mais de quatro mil habitantes tem como principais actividades económicas a pesca, a agricultura, a indústria têxtil e como é claro, o turismo.
Praia da Apúlia
A praia de Apúlia, pelas suas condições naturais e propriedades terapêuticas que lhe são atribuídas, é muito procurada na época balnear. Próximo da área existem restaurantes e cafés. A praia é alvo de vigilância por parte dos nadadores salvadores de serviço e por capitania. A praia da Apúlia tem também ao dispor uma área destinada a actividades desportivas, tendo uma rede para jogar voleibol e em horário específico é possível desfrutar de uma aula de ginástica acrobática.
No que respeita ao aspecto monumental, esta vila possui inúmeras capelas e uma igreja matriz, cuja data remonta pelo menos a 1696. Das capelas mais importantes salienta-se a de Nossa Senhora do Amparo, no Lugar de Criaz.
No plano etnográfico, além de algumas lendas à volta do nome e dos habitantes de Apúlia, bem como sobre a fundação de algumas das suas capelas, o que, de facto marca a etnografia apuliense, é o fenómeno ligado ao mundo do sargaço.
Artesanato
Uma das curiosidades naturais de Apúlia é a sua lagoa. Povoada de juncos e “palha da lagoa”, esta é, ainda hoje, aproveitada para o fabrico artesanal de caldeirões, tapetes, capachos e coberturas de cabanas.
Embora este fabrico artesanal seja muito apreciado, aquele que desperta mais interesse são os trajes tradicionais, designados por branquetas de Apúlia. Este artesanato, com origem na zona do Minho, é um original traje de trabalho em burel branco usado pelos sargaceiros de Apúlia para a tradicional apanha do sargaço. É feito num tecido manual de lã forte, quente e de grande eficácia isoladora. Por vezes é comparado aos antigos trajes romanos. A fabricação do burel é sujeita a uma operação muito específica chamada “pisoagem”, na qual utilizam um aparelho hidráulico, chamado pisão.
Gastronomia
O restaurante Camelo é um marco da gastronomia na vila de Apúlia. Situado na rua do facho e com vista para o mar da Apúlia, este tem um tipo de restauração estritamente regional. O Camelo tem como principais pratos o cabritinho assado no forno e arroz de galo de pé descalço, o famoso arroz de peixe e bacalhau à Camelo e robalo assado no forno. Tal como não podia deixar de ser a baba de camelo é a especialidade para a sobremesa.