O concelho de Esposende situa-se no Norte de Portugal, mais precisamente no Minho e pertence ao distrito de Braga. Deste distrito, com 13 concelhos, é o único com território litoral. Limitam-no a Norte o concelho de Viana do Castelo, a Sul o da Póvoa de Varzim e a Nascente o de Barcelos.
O Oceano Atlântico banha-o a Poente numa extensão aproximada de 14 Km. O seu território estende-se por uma área de 95,18 Km2, representando 3,41% da área total do Distrito de Braga. É atravessado pelos rios Cávado, mais a Sul, e pelo Neiva a Norte.
Rio Cávado
O Rio Cávado nasce em Portugal na serra do Larouco perto da fronteira com Espanha, efectuando o seu percurso inteiramente em território português.
Percorre-o até à foz em Esposende, onde forma um pequeno porto. A bacia hidrográfica do Cávado integra as Serras do Gerês, Larouco, Barroso, Cabreira e Amarela, correndo o rio ao longo dos limites do Parque Nacional da Peneda Gerês. As suas margens são pitorescas e férteis e as águas ricas em peixe. Na foz, de pouco fundo, em Esposende, existem uns grandes rochedos denominados de Cavalos de Fão.
O seu grande caudal resulta da forte pluviosidade que se regista ao longo do curso do rio, o seu declive acentuado e bem como o dos seus principais afluentes, levaram à construção de um complexo de aproveitamentos hidroeléctricos nas suas bacias. Os seus principais afluentes são, na margem direita, o rio Homem e na margem esquerda, o rio Rabagão ou Mizarela. No seu percurso o rio é atravessado por várias pontes de grande interesse arquitectónico ou histórico, algumas classificadas como monumentos nacionais.
Se estamos a discorrer bastante sobre o rio Cávado é porque efectivamente a natureza de Fão se confunde imenso com aquilo que o Cávado lhe determina.
Património
Esposende possui um rico património que reúne alminhas, igrejas, moinhos de vento, castros, azenhas, casas solarengas, um passado de arte que convida a descobrir. Para além de um conjunto assinalável de monumentos que nos conduzem desde épocas pré-históricas até aos confins da Idade Média.
É a partir do séculos XVI, com forte incidência na era setecentista, que Esposende vê o seu território ocupado por belos e interessantes monumentos representativos do nosso património civil, militar e religioso. São sinal de uma pujança económica cuja base representa a caminhada farta do ouro do Brasil que em grande parte transformou a paisagem concelhia.
Pelourinho de Esposende
De entre as muitas obras arquitectónicas que Esposende oferece, tal como outras, também o pelourinho se destaca. Localizado no Largo do Pelourinho, este é classificado como um Imóvel de Interesse Público. É caracterizado por possuir um fuste prismático, anelado, encimado por um capitel que suporta um elemento onde estão representadas a Cruz de Cristo e a esfera armilar que também o rematam.
Capela de São Lourenço
A capela de São Lourenço, datada do século XV, está integrada na paisagem do concelho de Esposende, e é considerada um marco da arquitectura religiosa da localidade. A capela fica situada num cume, sendo considerado o melhor miradouro de Esposende, com uma excelente vista para o mar.
Forte de Esposende
O forte de Esposende, situado no Lugar do Rio, é um dos aspectos monumentais deste concelho. Este forte é caracterizado pela sua planta rectangular e em cada um dos ângulos apresenta um baluarte e uma guarita. É uma construção datada dos finais do século XVII, inícios do século XVIII, tendo sido mandado construir por D. Pedro II. Este forte integrava-se no plano defensivo da costa portuguesa, com a finalidade de proteger a entrada do Rio Cávado. A comprovar a sua importância é a sua classificação de Imóvel de Interesse Público.
Património Natural
Esposende é constituído por praias de mar e de rio (Neiva e Cávado), dunas primárias e secundárias, o cabedelo do Rio Cávado e ainda áreas de mata e zonas agrícolas, a Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende (APPLE) existe desde 1987.
Geografia
Em termos orográficos, apresenta diferenças notórias que podem ser identificadas como:
A Planície Litoral que se estende desde Apúlia a S. Paio de Antas, com níveis de altitude pouco variáveis e apresentando cotas muito baixas. Caracteriza-se pelos terrenos férteis, de grande apetência para os produtos hortícolas, abundância de seixos de origem marinha o que nos prova que nesta plataforma se espraiaram as águas do Oceano Atlântico.
A Arriba, que limita a Nascente a Plataforma Litoral, estende-se entre S. Paio de Antas e Palmeira de Faro, ou melhor dizendo, entre os Rios Neiva e Cávado. Apresenta uma altitude média de 200 metros. Pelos vestígios geológicos verifica-se que foi talhada pelo mar, no próprio granito, durante o Período Quaternário.
O Planalto interior, a Nascente da Arriba, apresenta altitudes que chegam aos 280 metros, e caracteriza-se pela abundância de bosques e matas, uma agricultura mais virada para a pecuária.
Gastronomia
O concelho de Esposende é também um local recheado de bons restaurantes onde se pode apreciar os mais saborosos pratos de peixe. O Restaurante Mira Rio é um exemplo de onde se pode saborear um fabuloso linguado ou robalo grelhado e ao mesmo tempo desfrutar de uma vista panorâmica. Este restaurante é também famoso pela confecção de rojões à minhota e cozido à portuguesa. No Restaurante Pinhal da Foz, a especialidade recai sobre pratos de arroz de marisco, arroz de tamboril ou então um bife na pedra ou cabrito assado.
Açorda da Mãe
Ingredientes: posta de bacalhau; tomate; cebola; alhos; azeite; pão de trigo (duro); sal; cominhos; louro.
Numa travessa, deita-se a açorda que deve ficar bastante solta. Enfeita-se com salsa picada.
Artesanato
Se há descaracterização cultural, esta é mais notória no abandono das velhas práticas artesanais. Sabe-se que a concorrência de produtos fabricados em série veio desmotivar os artesãos e aqueles produtos que, habilmente saíam das suas mãos, deixaram de ter competitividade.
No concelho de Esposende, o trabalho em granito emoldura a estrada nacional 13 e estes “ateliers” vão conquistando, pouco a pouco, o seu mercado.