Após a passagem pela vila da Apúlia, deve-se seguir pela costa em direcção a Ofir e Fão. Este milenar lugar, cheio de tradições e de lendas, tem razões suficientes para que seja considerado, num todo, um dos principais centros históricos do concelho, com um património muito vasto. Albergando pouco mais que 2.500 habitantes, tornou-se numa área de prestígio entre aqueles que a visitam devido ao seu património monumental e às praias banhadas por uma paisagem dunar protegida em Ofir.
Monumentos
A freguesia de Ofir é conhecida pela sua vasta oferta de património monumental. No que respeita a igrejas, é importante fazer referência à capela da Bonança, uma pequena ermida sobranceira ao mar, agora rodeada por vasto pinhal e inserida na Área de Paisagem Protegida.
Ao lado encontram-se as ruínas de um Facho, ponto luminoso que servia de orientação aos barcos para a entrada na barra da Foz do Cávado e como defesa dos penedos da costa, denominados de Cavalos de Fão. Esta capela está ligada à devoção de marinheiros e pescadores. Daí o título das imagens de Nossa Senhora da Bonança, da Boa Viagem e das Boas Novas. A Festa costuma realizar-se em Agosto, por especial devoção de pescadores e emigrantes.
Ainda nesta freguesia existe uma construção de princípios do século XVIII e enquadra-se num estilo próprio dos Santuários de Peregrinação – o Templo do Bom Jesus de Fão. Teve privilégios reais, assumidos pelo Rei D. Luís I, tendo sido colocadas as Armas reais na sua fachada principal. Ao monarca foi-lhe concedido o Título de Irmão Benfeitor e Protector da Irmandade do Bom Jesus de Fão. A Necrópole de Fão, um dos mais importantes cemitérios da Idade Média em toda a Península Ibérica, apresenta-se com cerca de 200 sepulturas cuja cronologia se intervala entre os séculos XI e XIV.
A dada altura podemos avistar a ponte metálica de Fão, outro marco importante deste local. Esta ponte sobre o rio Cávado, foi construída no ano de 1888. Como prova da sua importância está o facto desta ser classificada como Imóvel de Interesse Público. Após a saída da Ponte, depois de se inteirar das belezas de Fão antiga, sugerimos seguir em direcção à estância balnear de Ofir. É o convite para uma paragem, não só para olhar o mar, os cavalos de Fão ou a praia, mas também para se integrar fisicamente no frenesim provocado pela actividade dos hotéis, bares, discotecas e casas de artigos regionais. Aqui, como dizia o poeta Eugénio de Andrade mais do que destas ruas, sou das dunas de Fão.