Viana do Castelo: gastronomia e artesanato

Gastronomia

O bacalhau, cozido ou assado, é obrigatório nesta região, e cada restaurante tem a sua especialidade.
Sarrabulho, em papas ou arroz, com porco desfeito.
Rojões, também com pedaços de porco e cabrito assado são igualmente especialidades aqui.
Lampreia, sável e truta, o cabrito à moda de Viana, são paragens obrigatórias num percurso gastronómico de uma riqueza invulgar.

Vinhos

Viana do Castelo pertence à região dos Vinhos Verdes. Existem referências a este vinho que ascendem ao tempo dos romanos. Na sub-região do Vale do Lima, com um típico clima atlântico, é produzido um vinho jovem, ligeiramente frutado e ácido, com um bouquet delicadamente seco, por vezes com notas adocicadas. Tradicionalmente, este vinho deve beber-se de preferência com peixes, mariscos ou carnes brancas. No entanto, presentemente a tendência é para o beber como aperitivo, devido à sua ligeireza e frescura.

Doçaria

Rabanadas, cavacas de Viana, sidónios, torta de Viana, meias-luas, e os doces à base de doce de ovos como os manjericos e barquilhos, entre outras variações, são obrigatórios para os mais gulosos.

Artesanato

Viana do Castelo é para o coleccionador e amante da arte uma das mais conceituadas marcas de faiança portuguesa. A palavra Vianna, cuidadosamente escrita, figura em antigos utensílios de farmácia de cor azul e branca. Em museus e colecções, encontra-se um “V”, em cor de vinho ou amarelo, em antigos pratos bem decorados, em tinteiros, pias de agua benta, vasos e muitas outras peças de uso mais ou menos requintado. A primeira fabrica data de 1774.

A cerâmica de Viana teve sempre um lugar de relevo em Portugal. Daqui saíram, no passado, faianças que, através das suas decorações, procuravam imitar porcelanas preciosas que os marinheiros portugueses tinham importado para a Europa, pela primeira vez. No desejo de competir com a porcelana e por um processo especial do qual faz parte a adição de caulino, surgiu um tipo de faiança especialmente fina, a faiança “sonante”, verdadeiramente “vibrante”.

Já nos primórdios da manufactura se fizeram, alem de louças, utensílios ricamente pintados para farmácias, igrejas e mosteiros. A pintura dessa época era sobretudo monocromática: azul ou “vinoso”, isto é, uma cor de vinho purpura. Este trabalho floresceu, sobretudo com a exportação para o Brasil a partir do próprio porto de Viana.
Os novos produtos de Viana são rigorosamente, uma variante da porcelana e não mais uma louça tradicional. É um tipo de louça resistente e tão pesada como a porcelana que era usada em hotéis no tempo dos nossos avós.

Das várias regiões de Portugal onde se concentra desde então a industria cerâmica, o Norte sempre se distinguiu pela qualidade e valor artístico dos seus produtos de faiança. E o distrito de Viana do Castelo assume lugar preponderante, graças ao finíssimo caulino proveniente das abundantes barreiras de Alvarães, no concelho de Viana do castelo. A louça de Viana pintada à mão sobre fundo leitoso, é altamente apreciada pelos coleccionadores, pela variedade e originalidade das formas e da decoração, policroma ou monocromática, com predomínio do azul e da cor-de-vinho.

“Os azuis começam no tom mais intenso e diluem-se em aguas sucessivas com as cambiantes do céu e das águas que o reflectem no rio e no mar nesta região do “Alto Minho”.

A Fábrica de Louça Regional de Viana, da Meadela (Viana do Castelo), tem-se empenhado em manter a tradição da faiança Vianense, dedicando-se à pesquisa das melhores condições de fabrico e ao aperfeiçoamento constante do trabalho artístico das peças, pintadas à mão por delicados artesãos da região, na linha dos motivos tradicionais da Louça de Viana.

Em Viana cada peça é pintada à mão, isto é, rigorosamente pintada à mão e não uma ou duas pinceladas depois do motivo imprimido. Com um certo saber próprio, é aqui criada uma porcelana sem par, aquela que é trabalhada segundo inspirações que se inserem no verdadeiro sentido da tradição de faiança portuguesa e que satisfaz as maiores exigências. Cada peça é, e deverá ser, única. Um prato pintado de manhã nunca será igual àquele que o artista conclui à tarde, pois está sempre dependente da sua personalidade, que garante à sua obra a sua individualidade. Cada peça – quer um simples vaso, quer uma travessa -, è assim uma verdadeira peça de colecção.
A rigorosa selecção das matérias primas permite produzir peças isentas de cádmio e chumbo, e devido ao facto da temperatura de cozedura ultrapassar os 1415ºC as peças apresentam-se com 0% de absorção.

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