Alcantilada na Serra de Montemuro, na vertente norte, a freguesia da Gralheira orgulha-se de ser considerada a Princesa da Serra. Situada nos limites do concelho de Cinfães, ao qual pertence, a Gralheira fica situada no vértice de uma pirâmide, onde terminam os concelhos de Castro D’Aire, Resende e Cinfães.

Em plena serra, encontra-se cercada por altas montanhas onde abundam os planaltos e os outeiros.
A paisagem à sua volta da Gralheira é deslumbrante, embora bravia, tanto no Inverno, como no Verão. Se é certo que no Inverno a sua gente mal pode sair de casa, fustigada pela neve e pelo vento, não é menos verdade que, quando aquela cobre montes e vales com o seu alvo manto, oferece a quem a observa um panorama admirável.
No Verão, é embriagante subir ao alto dos montes para ficar extasiado a contemplar toda a beleza que se ergue a seus pés, desde o fundo dos vales até ao pico das montanhas. E olhando lá em baixo, ao fundo da encosta, toda risonha e atraente, vê-se a povoação rodeada de campos verdejantes, com o rio Cabrum a correr ao fundo, deixando transparecer, aqui e além, uma casa de paredes caiadas, em contraste com a sua cobertura de colmo. Segundo Pinho Leal em Portugal Antigo e Moderno, o seu nome provém da palavra agreste, porque antes se chamou AGRALHEIRA, que no português antigo, significava sítio desabrido, agro, áspero, infértil, etc.
Não se sabe ao certo a data da sua fundação ou criação, supõe-se já existir no tempo dos Godos. Foi um dos quatro curatos da freguesia de S. Pedro de Ferreiros de Tendais, que chegou a ser concelho durante muitos anos.