A serra de Montemuro, é porventura das mais desconhecidas de Portugal. Há muita gente que, indevidamente, lhe chama Serra da Gralheira, talvez por ser este o nome da freguesia que fica mais no alto. O seu verdadeiro nome – Serra de Montemuro – parece ter sido motivado por umas muralhas que existiram no cima da serra, nas Portas de Montemuro, que hoje se encontram em ruínas, e que, segundo documentos antigos, foram construídas pelos Lusitanos, quando comandados por Sertório, para assim melhor resistirem às investidas das Legiões de Roma.
Protegidos por essas muralhas, teriam os Lusitanos suportado os ataques Romanos infligindo-lhes tantas derrotas quantos os ataques que estes lhes moveram, sendo apenas vencidos pela traição, que vitimou Sertório, tal como acontecera a Viriato e só assim conseguindo transpor aquelas muralhas inexpugnáveis até então. Mais tarde, foram também utilizadas por Geraldo – o Sem Pavor, no tempo em que foi chefe de salteadores. Exercia a sua nefasta acção naquele sítio, por ser ponto obrigatório de passagem do Douro para o Paiva, em virtude de, ao tempo, não haver outro transporte que não fosse a pé ou a cavalo, e ser mais perto por ali. Geraldo que conhecia bem o local, ali esperava os viajantes, roubando quem por lá passava.

Foi devido a essas muralhas que antigamente davam à serra o nome de “Monte do Muro”, até que mais tarde passou a denominar-se Montemuro. A sua altitude é de cerca de 1383 metros, estando em quinto lugar na ordem decrescente das serras de Portugal.