Apesar de ser uma área protegida de reduzida dimensão, vamos encontrar uma grande diversidade biológica (vegetação, flora e fauna) e paisagística. Isto tudo resulta da conjugação de variados factores – influências entre o litoral húmido e o interior mais seco mas também pela componente altitudinal onde o clima de alta montanha se faz sentir bem como á intervenção humana na paisagem.

O Parque do Alvão é um refúgio fulcral para várias espécies. Outrora, entre as zonas mais elevadas do sistema montanhoso do Alvão e do Marão, era possível avistar com frequência a emblemática águia-real, hoje praticamente extinta., sendo tmabém possivel encontrar no Parque o Melro – D´água, Gado Maronês vestigios do antigo Carvalho Caducifólio. Actualmente, subsistem no interior do parque diversas espécies Faunísticas e Floristicas típicas de montanha.
Fauna do Alvão
Actualmente, o Parque Natural do Alvão possui de 200 espécies Faunisticas. Águia Real, Lobo, Corço e Javali, falcões, andorinhas,morcegos, melros das rochas, coelho, rapoza, gato bravo, esquilo, fuinha… Nos matos imperam os passeriformes, a felosa-do-mato, a estrelinha-real, a trepadeira-azul, a carriça e o chapim-real, sardão, largatichas entre outros… Nos lameiros podemos encontrar o Boi maronês e a cabra. Enquanto nas linhas de água se podem encontrar trutas, bogas, escalos e barbos, toupeira de água, lagarto de água, rã, cobras de água, Melro D´água…
Flora do Alvão
No respeitante à Flora até ao momento estão inventariadas e referenciadas cerca de 486 espécies de plantas, sendo 25 delas endemismos ibéricos (6,3%), 6 endemismos lusitânicos (1,5%) e 23 possuem estatuto de conservação (5,8%).
Podemos encontrar nas zonas mais baixas e de feição atlântica o carvalho roble (Quercus robur) formando belos bosques de carvalhais é acompanhado pelos azevinhos (Ilex aquifolium), cerejeiras-bravas (Prunus avium), castanheiros (Castanea sativa), pilriteiros(Crataegus monogipera), aveleiras (Corylus avellana), pereiras-bravas (Pyrus spp.) entre outros, encontram refúgio. Nos vales encaixados e mais quentes e secos de feição submediterrânica, aparece o sobreiro (Quercus suber), o medronheiro (Arbutus unedo), a gilbardeira (Ruscus aculeatus) e o lentisco (Phyllirea angustifolia). O aumento da altitude e o efeito da continentalidade origina o aparecimento de espécies mais características das montanhas altas continentais sendo o domínio dos carvalhais de altitude, do carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e dos vidoais de betula (Betula alba).
É importante salientar a presença dos lameiros, autênticos jardins botânicos, que ilustram a perfeita harmonia entre o Homem-Natureza e neles incluem-se espécies como a búgula piramidal (Ajuga piramidalis ssp. meonantha) ou a espadana-dos-montes (Gladiolus illyricus) entre muitas outras plantas.
No conjunto da flora destaca-se ainda espécies singulares e de ecologia particular de grande valor botânico – a rorela (Drosera rotundifolia).
Paisagens do Alvão
A paisagem do Parque é constituída por ecossistemas de altitude, preponderando os agrossistemas associados a pequenos aglomerados. É uma paisagem fortemente humanizada.
Ao longo dos tempos, as comunidades humanas que aí se fixaram contribuíram para a sua diversidade, de forma equilibrada e em harmonia com os ritmos da natureza, desenhando a Paisagem Cultural. Assim, as principais áreas agrícolas ocorrem associadas aos pequenos aglomerados populacionais.
Em toda a área do Parque predominam os matos baixos e afloramentos rochosos associados às áreas de baldio onde desde os anos 40 a floresta de pinheiro tem vindo a marcar presença.
Com menor representatividade e nas periferias dos povoados aparecem áreas florestadas com folhosas (carvalhais) e as áreas de lameiros.
Observa-se ainda a presença de zonas de matos altos, autóctones. As condições simultâneamente atlânticas e mediterrâneas do nosso País resultam no facto de, nesta Área Protegida, predominarem os carvalhos (Quercus robur e pyrenaica), mas onde também é possível encontrar os sobreiros (Quercus suber).