O artesanato de Montalegre foi ditado pelo meio ambiente e pelo trabalho… É um artesanato essencialmente agrícola. Dos jugos, arados, socos e cestos aos carros de bois, passando pelas capas de burel – abrigo indispensável nos rigores invernosos – e pelas croças de juncos usadas pelos pastores ou, ainda, pelos labores mais delicados das rendas e bordados em linho, o artesão utiliza a sua capacidade criadora como arma importante para a construção e defesa da sua sobrevivência.
Croças de juncos
Capa de Burel, Croças, Tecelagem do linho e da lã, Cerâmica, Cantaria Artística, Canastros, Modista, Tecelagem Mantas, Trabalhos em Ferro, Trabalhos em Couro, Charcutaria, Confeitaria, Padaria.
No Minho chamava-se-lhes caroças, até havia um ditado popular assim: “fraco é o Maio que não rompa uma caroça”…
Gastronomia de Montalegre
Nesta primeira etapa do nosso circuito turístico ao Barroso, depois de tantas visitas convém aproveitar as refeições para degustar a gastronomia tradicional de Montalegre. O almoço vai constar do seguinte: um opulento cozido à barrosã que usa e abusa levar do melhor que o reco fornece: pernil, chispe, orelheira, naco de presunto, salpicão, chouriça, sangueira e chouriço de abóbora, gostosa gordura para as couves, nabos e batatas da horta. Será acompanhado por um bom vinho tinto.
Para o jantar podemos já adiantar que vai ser vitela barrosã grelhada na brasa… Mas após a digestão deste copioso almoço, continuaremos a visita a Montalegre…