Criado no âmbito de uma reforma administrativa realizada no ano de 1836, em Trás-os-Montes, o concelho de Boticas corresponde a uma parte da antiga Terra do Barroso, divisão administrativa e territorial que, até então, incorporava o concelho de Montalegre e o extinto concelho de Ruivães (este, hoje, parte do concelho de Vieira do Minho).

Situado na parte noroeste de Portugal, província de Trás-os-Montes, distrito de Vila Real, o Barroso é uma região constituída por uma massa compacta de terras altas, de topografia complicada, um aglomerado de picos e serras separadas por largas depressões de planaltos.
O concelho de Boticas, em conjunto com o concelho de Montalegre, constitui esta zona determinada por Barroso. Boticas, sede de concelho, é desta forma confrontada a NORTE com os concelhos de Montalegre e Chaves; pelo SUL, pelos concelhos de Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena; de NASCENTE, com os concelhos de Chaves e Vila Pouca de Aguiar; e, pelo POENTE, pelos concelhos de Montalegre e Cabeceiras de Basto.
A sua área é de 319,84 Km quadrados, com um pouco menos de dez mil habitantes, em 4000 fogos, distribuídos por dezasseis freguesias e um total de cinquenta e duas povoações, como a da aldeia de Sapiãos que a imagem ilustra.
Património Natural
O Património Natural de Boticas conjuga vários tipos de paisagem: a alta montanha granítica, pobre em vegetação e rica em grandes penedias erigidas; os verdes vales cobertos por prados de lameiro; as áreas consideradas de bosque (cerca de 80% do concelho é área florestal) onde as espécies dominantes autóctones são o carvalho roble e o carvalho negral nas zonas de maior altitude, nas linhas de água é frequente o aparecimento do amieiro e salgueiro.
Também no que diz respeito a água, o concelho é rico. Na hidrografia tem os rios Beça, Covas, Terva e Tâmega, para além de um enorme número de ribeiros e corgas, que são utilizados frequentemente para a prática de pesca.
A vida animal é variada, sendo conhecidas nos rios, as trutas, as bogas, os escalos, barbos e enguias. A vida animal fora de água, conta com o javali, e nas serras do Pindo, Leiranco e Seitós, conta com o lobo, a raposa, o texugo, a doninha, a águia, a coruja, o mocho real e o esquilo.
Impressionante esta riqueza natural!