Chaves é um concelho do distrito de Vila Real, situado a Norte de Portugal e confinante com a Galiza. Estende-se a poente até aos limites dos concelhos de Montalegre e de Boticas, a sudoeste até ao de Vila Pouca de Aguiar, sendo a sul e a nascente bordejado pelos concelhos de Valpaços e de Vinhais, este último já do distrito de Bragança.

Chaves
A história de Chaves atesta um passado glorioso, com evoluções de demarcação de fronteiras e divisão administrativa que o fazem remontar à época em que pertencia ao Império Romano e lhe atribuiu a dignidade de Município, nesse longínquo século I.
No princípio do séc. V, já expulsos os romanos da província, pela invasão das hordas de bárbaros do norte, o burgo que aqueles haviam fundado nas margens do rio Tâmega, pertencendo então ao novo reino dos suevos, conservava ainda o nome de Aquae Flaviae.
O Rio Tâmega e as Termas
A ponte e o rio foram motivo de criação de um lendário que se estende desde os arcos da Ponte, passa pelas águas do Tâmega e atinge as milagrosas águas das Termas. Deste largo parte a Rua do Tabulado e também a Rua 25 de Abril que conduzem ao segundo pulmão verde da cidade, estendido ao longo da margem direita do Tâmega, constituído por vasto jardim, parque arborizado, variados equipamentos de lazer e as famosas e formosas Termas de Chaves.
Águas conhecidas já dos romanos, que aí construíram um balneário,presumivelmente similar àqueles que tão bem souberam erigir na antiga Roma para deleite dos patrícios, mesmo sem as águas naturalmente quentes e terapêuticas que aqui vieram encontrar. As águas de Chaves são bicarbonatada, sódicas, fluoretadas e gasocarbónicas, e através da ingestão de água, de banhos de imersão, e de enteróclise, os visitantes sentem alívio para as suas maleitas do foro das doenças do aparelho digestivo, reumáticas e músculo-esqueléticas.
Embora arrasadas pelo passar dos tempos e adversidades históricas que compõem a história de Chaves, a verdade é que as milagrosas águas continuaram a brotar escaldantes, à temperatura de 73°C, e são consideradas as primeiras termas da Península Ibérica quanto à termalidade.
Património monumental
Castelo de Chaves
Fortaleza de importância estratégico-militar na defesa do norte de Portugal, foi mandada construir por D. Dinis. Os dois fortes, ambos edificados durante as Guerras da Restauração, formam quadriláteros reforçados nos ângulos por baluarte. Subsistem restos de muralhas militares existentes na cidade e os Fortes de São Neutel e de São Francisco. Da construção da época de D. Dinis, o elemento mais significativo que resta é a torre de menagem, elevando-se 28 metros, com ameias e matacães no eirado.
Castelo de Monforte
Localiza-se a 825 m. de altitude, sendo também apelidado de Castelo de Santo António. Os vestígios subsistem num recinto amuralhado que envolvia uma antiga povoação. Conserva uma imponente torre de menagem, circundada por mísulas, e restos da antiga alcáçova, onde se abre um amplo salão sem tecto, cingido por paredes de granito. Numa destas paredes existe uma escada, que daria acesso ao caminho da ronda.
Castelo de Santo Estevão – Subsiste uma torre medieval com janelas geminadas e coroadas de ameias poligonais. Foi residência das infantas, irmãs de D. Afonso II.
Barragem romana de Abobeleira
Das estruturas desta barragem, situada a 2500m a noroeste de Chaves, no Vale do Ribeiro de Sanjurge, restam os encontros do paredão que fechava o vale transversalmentre. A jusante do paredão, são ainda visíveis alguns vestígios do aqueduto terrestre que abastecia a cidade de Aquae Flaviae.