Com uma superfície de 75000 hectares e nove mil habitantes distribuídos em 92 aldeias, o Parque Natural de Montesinho é um dos maiores parques naturais dos doze existentes no país. Está situado na Região de Trás-os-Montes (Nordeste Transmontano) abarcando a parte norte dos concelhos de Bragança e Vinhais, que fazem parte da chamada Terra Fria Transmontana. Destacam-se no parque os dois grandes maciços existentes, a Serra da Coroa (a Poente) e a Serra de Montesinho (a Nascente) que dá o nome ao Parque.

A região é constituída por uma sucessão de elevações arredondadas e vales profundamente encaixados, com altitudes variando entre os 438m (nas águas de Sandim, no leito do rio Mente) e os 1481m na Malhada da Cova onde as aldeias, aninhadas em pontos abrigados e discretos, passam facilmente despercebidas aos olhos do visitante ocasional.
Os rios mais importantes são, na parte ocidental, o Mente e o Rabaçal, na central, o Tuela e o Baceiro, e, na oriental, o Sabor e o Maçãs.
Região povoada desde há milénios, conserva vestígios arqueológicos em muitas das suas aldeias. Algumas dessas aldeias do Parque de Montesinho possuem ainda nas toponímias antigos nomes de fortificações castrejas; outras, antigas propriedades rurais, exibem nomes pessoais de Origem germânica, atribuídos pelos colonizadores visigodos, que conservavam o costume romano de dar às villas o nome de domin us, ou do proprietário.
O que dá a este Parque características únicas no nosso país é precisamente a forma como ao longo dos séculos as populações souberam integrar-se harmoniosamente na paisagem, apesar das peculiaridades geoclimáticas.
O Montesinho é também um mundo a (re)descobrir por diversas razões: pelas pessoas, pela fauna e flora, e pelo património construído.