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	<title>Viagens Travel: o site das viagens e do lazer</title>
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		<title>Ponte da Barca em Terras de Nobrega</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 21:20:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ponte da Barca, em pleno coração do Alto Minho deve o seu topónimo à barca que fazia a ligação entre as duas margens, e é a &#8220;ponte&#8221; construída em meados do séc. XV que lhe vai dar o nome de S. João de Ponte da Barca (1450). Terra rica, fidalga, de feição arejada, as Terras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ponte da Barca, em pleno coração do Alto Minho deve o seu topónimo à <strong>barca</strong> que fazia a ligação entre as duas margens, e é a &#8220;ponte&#8221; construída em meados do séc. XV que lhe vai dar o nome de <strong>S. João de Ponte da Barca</strong> (1450).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1894" title="ponte-da-barca" src="http://mediablog.viagenstravel.com/ponte-da-barca.jpg" alt="" width="550" height="300" /></p>
<p>Terra rica, fidalga, de feição arejada, as <strong>Terras da Nobrega</strong> viram poetas da paisagem, das fontes e da saudade limianas. Mas Ponte da Barca, também, vila morena, de granito talhada, cheia de construções apalaçadas com capelas e muros fronteiros, ameados e brasonados do séc. XVI e XVII, os Paços do Concelho, o pelourinho, o abrigo porticado, a Matriz dedicada a S. João Baptista e com risco de Vilalobos.</p>
<p>E ao lado de todo este espólio histórico/monumental, em plena harmonia de linhas e cérceas, uma vila nova a cheirar a progresso, uma Ponte da Barca atractiva e moderna.</p>
<p>Ponte da Barca turística, com as suas pesqueiras do <strong>Rio Lima</strong> (pesca da lampreia), seus coutos de caça, desportos náuticos, praia fluvial, um bom equipamento de restauração e de animação hoteleira, artesanato, folclore, uma gastronomia de requinte, e aquele vinho branco extra reserva da Adega Cooperativa, acompanhado sempre por um saber receber como ninguém, fazem de Ponte da Barca uma terra de eleição.</p>
<p>Em pleno coração do Alto Minho, na bifurcação das EN 101 e 203, a uma distância de 39 Km de Viana do Castelo (capital de distrito), a 33 de Braga e a 29 da fronteira da Madalena Lindoso, que liga esta vila às vizinhas terras de Espanha, fica a vila de Ponte da Barca, terra de pitorescas lendas e nobres tradições, uma das mais características desta paradisíaca margem esquerda do Rio Lima (o Lethes dos Romanos &#8211; o rio do esquecimento), integrando-se no atraente circuito turístico vulgarmente conhecido por <strong>Ribeira Lima</strong>.</p>
<h3>História</h3>
<p>Ponte da Barca, já no tempo da fundação da nacionalidade era terra de importância material e de categoria política.<br />
A comprovar o que se afirma, está o facto de ter sido sede da corte portuguesa durante cerca de um mês, no ano de 1386.<br />
Durante o mês de Outubro desse ano, o rei D. João I, estacionou em Ponte da Barca, com numerosa comitiva militar e vários funcionários de chancelaria, entre os quais, Gonçalo Peres, seu vassalo e vedor da sua fazenda e os notários régios, Álvaro Peres, o Gonçalo Caldeira, Lançarote e Vasco Vicente. Esta estadia do rei em Ponte da Barca, deveu-se ao facto, do mesmo ir encontrar-se com o Duque de Lencastre, pretendente ao trono de Castela, para fazerem um tratado entre ambos. D. João I partiu desta vila a 30 de Outubro de 1383 e dirigiu-se para a Ponte do Mouro, onde teve lugar de 1 a 10 de Novembro, o encontro com o Duque de Lencastre.<br />
Por esta altura deu-se um acontecimento histórico, talvez o maior, até hoje e verificado nesta vila.<br />
Na comitiva do rei encontrava-se D. João, Bispo de Dax, na França e núncio do Papa de Roma Urbano VI, personagem notável da época.</p>
<p>Este núncio apostólico passou em Ponte da Barca a 14 de Outubro de 1386, um documento em favor de Frei Fernando de Astorga, confessor do rei de Portugal, e do franciscano Frei Afonso de Montemor, autorizando-os a absolver todos os que, de qualquer modo, ajudassem o Duque de Lencastre a combater D. João Henriques, usurpador dos reinos de Castela e de Leão, cismático e fundador de cisma.<br />
Todos os que combatessem gozavam dos privilégios concedidos aos cruzados da Terra Santa.<br />
O original deste importante documento, ainda se conserva entre os documentos da Ordem de Avis que estão na Torre do Tombo, tendo do mesmo a Câmara Municipal de Ponte da Barca uma fotocópia e respectiva transcrição.<br />
A Terra da Nóbrega, hoje concelho de Ponte da Barca era uma das muitas circunscrições territoriais em que o país estava dividido para fins administrativos, judiciais e militares, delimitadas quase sempre por acidentes geográficos.<br />
O nome veio-lhe do altaneiro castro que lhe servia de reduto defensivo e que ficava no maciço rochoso de cota 775, sobranceiro ao lugar de Ventuzelo na freguesia de Sampriz, actualmente chamado Castelo de S. Miguel-o-Anjo.<br />
Este castro tem a primeira referência fidedigna no inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães do ano de 1059, &#8220;Et ad radice castro Annofrice&#8221;.<br />
Ourigo Ourigues, &#8220;o velho&#8221; avô de D. João de Aboim, levantou ou reconstruiu ali, no século seguinte, um castelo.<br />
Apesar de ter sido construído num enorme e quase inacessíve1 penhasco, não devem restar dúvidas quanto à sua edificação nesse local, pois a ele existem referências no numeramento da população de I527,<br />
feito em Ponte da Barca e que diz que o Castelo da Nóbrega ficava situado &#8220;huma fragna ermo e quase no meio do concelho&#8221;.<br />
Também o Dr. João de Barros na sua geografia de Entre-Douro-e Minho, escrita em 1545, diz: &#8220;O castelo da Nóbrega que é muito antigo e forte e posto em lugar muito alto&#8221;.<br />
Já em ruínas, o castelo ainda foi ocupado a 3 de Agosto de 1662 pelo General Espanhol Pantoja para dali mandar as suas tropas atacar Ponte da Barca e Braga e tomar o Castelo de Lindoso.</p>
<h3>Património Monumental</h3>
<p><strong>Igreja Matriz</strong> (séc. XVII), primitivamente de duas torres, uma delas, destruída por um raio, cheia de velhas coroas brasonadas (Monumento Nacional).<br />
<strong>Pelourinho</strong>, manuelino, do séc. XVI (Monumento Nacional).<br />
<strong>Igreja Românica de Bravães</strong> (séc. XII), cuja construção se atribui a D.Vasco Nunes (contemporâneo de D. Afonso VI de Leão e Castela) que, nos finais do século XI, teria aí fundado um mosteiro beneditino (Monumento Nacional).<br />
<strong>Mosteiro de S.Martinho de Castro</strong> (Monumento Nacional).<br />
<strong>Ponte sobre o rio Lima</strong>, século XVI, (Monumento Nacional).<br />
<strong>Castelo do Lindoso</strong>, século XIII. (Monumento Nacional).<br />
<strong>Solares</strong>:  Solar da Agrela, Solar de Quintela, Paço Vedro, Solar dos Calvos, Solar de Sto.António do Buraquinho e Casa da Prova.</p>
<h3>Artesanato</h3>
<p>A arte de bordar, nesta região, é sinónimo da imaginação e da pureza criativa das mulheres que vivem no mundo rural, bebendo da Natureza a inspiração para a arte de bordar, espelho de sentimentos fortemente enraizados no interior de cada bordadeira, com ênfase para um só: o Amor.<br />
A força do Amor torna possível que as mãos, ainda que cansadas do peso da sachola, do arado e da charrua, executem estas pequenas maravilhas. E é este Amor que se representa em cada traje regional, em cada peça de vestuário, em panos, em toalhas, em lenços, nos mais variados pontos, cores, tons, motivos ou formas.<br />
Os bordados e bainhas abertas, feitos em peças de linho caseiro, aplicados em panos, toalhas, naperons, com pontos e motivos diversos, com um cunho pessoal, valorizados pelas &#8220;bainhas abertas&#8221;.</p>
<h3>Festividades</h3>
<p><strong>São Bartolomeu</strong> &#8211; Festas do Concelho &#8211; 23 a 26 Agosto<br />
Domingos Gastronómicos &#8211; Caldeirada de Cabra &#8211; 13 de Abril<br />
Feira Mostra de Produtos Locais &#8211; 19 a 22 Abril<br />
<strong>Desfolhadas Minhotas</strong> &#8211; 16 Setembro e 7 de Outubro<br />
<strong>Feira de Artes e Ofícios Tradicionais</strong> &#8211; 7 a 10 Junho</p>
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		<title>Ponte de Lima e as feiras novas</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 21:10:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Antiga vila amuralhada, Ponte de Lima é uma interessante localidade de visita obrigatória no Alto Minho. Ao lado a ponte medieval, soberba de formas com os seus quinze arcos ogivais. Depois, as Torres de S. Paulo e as Torres da Cadeia, conservando-se ainda entre elas, um pano das antigas muralhas da vila. Terra morena, vestida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antiga vila amuralhada, Ponte de Lima é uma interessante localidade de visita obrigatória no Alto Minho. Ao lado a <strong>ponte medieval</strong>, soberba de formas com os seus quinze arcos ogivais. Depois, as <strong>Torres de S. Paulo</strong> e as <strong>Torres da Cadeia</strong>, conservando-se ainda entre elas, um pano das antigas muralhas da vila. Terra morena, vestida de rude granito da <strong>Serra d&#8217;Arga</strong>, <strong>Ponte de Lima</strong> é uma terra cheia de história, de arte e beleza natural, de rusticidade e património.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1896" title="ponte-de-lima" src="http://mediablog.viagenstravel.com/ponte-de-lima.jpg" alt="" width="600" height="260" /></p>
<p>Falar de <strong>Ponte de Lima</strong>, é relembrar esta terra &#8220;velhinha&#8221; de séculos que teve os seus primórdios numa &#8220;velha&#8221; ria romana feita no tempo de Augusto e de uma ponte que até deu o nome à terra.Ponte de Lima fica situada em plena planície, no centro da <strong>Ribeira Lima</strong>, a 25 m de altitude, e é considerada a mais genuína minhota de todas as povoações portuguesas.</p>
<p>Em pleno coração do Alto Minho, na bifurcação das EN 101 e 203, a uma distância de 39 Km de Viana do Castelo (capital de distrito), a 33 de Braga e a 29 da fronteira da Madalena Lindoso, que liga esta vila às vizinhas terras de Espanha, fica a vila de Ponte da Barca, terra de pitorescas lendas e nobres tradições, uma das mais características desta paradisíaca margem esquerda do <strong>Rio Lima</strong> (o <strong>Lethes</strong> dos Romanos &#8211; o rio do esquecimento), integrando-se no atraente circuito turístico vulgarmente conhecido por Ribeira Lima.</p>
<p>A Ponte Romana, passagem única do Lima, está na origem da <strong>Vila da Ponte</strong> de Afonso VII. É por este espaço que se vai melhorando a via romana e que a frequente passagem de Peregrinos abandona para seguir o caminho mais recto, posto que difícil, mas muito marcado, pelo uso de séculos. A jurisdição episcopal de Entre Lima e Minho só em 1381 se liberta de <strong>Tui</strong>. É em Labruja que o Bispo D. Hermógio funda o mosteiro de S. Cristóvão que Ordonho II cede à Sé de Lugo. Aqui se refugiou o Bispo Nausto de Tui (922-935) por causa dos ataques dos sarracenos e Normandos. Em 1125, D. Teresa doou o mosteiro e seu couto novamente a Tui.</p>
<p>Também em 1125, alicia os habitantes por meio de foral que protege a &#8220;feira&#8221; e o seu comércio. Entretanto, o rio vai-se assoreando, espraia-se para sul, e D. Pedro I alonga a ponte romana, que vai ficando em seco. A vila é muralhada, estrutura-se como burgo e D. João I toma-a em 1385. Em 1464 passa a ter cidadela com Paço de Alcaide; a ponte é pavimentada e ameada em 1504. Em 1530 funda-se a Misericórdia com o seu Hospital na &#8220;Praça da Vila&#8221;, para apoiar peregrinos e às Portas do Souto levanta-se artístico chafariz, junto ao Hospital de Peregrinos. Em 1787 inicia-se o rompimento das Muralhas que abrem novas entradas para novos arrabaldes. Pelos arredores, vão surgindo novos solares e opulentas igrejas sob a influência da arte do barroco.</p>
<h3>Património monumental</h3>
<p><strong>Capela de Nossa Senhora da Luz</strong>, deve datar dos fins do séc. XVI, mas segundo a tradição diz-se que foi mandada construir por D. Afonso Henriques pela graça de luz na Batalha de S. Mamede. A fachada abre-se num gracioso alpendre onde está colocado um púlpito de pedra, mandado executar em 1677 por testamento de João da Silva de Freitas. Em 1770 foi mandada demolir devido ao seu estado de ruína, mas, a pedido dos paroquianos, a ordem foi revogada e o templo permaneceu até aos nossos dias. São 8 os cruzeiros em pedra que ainda hoje fazem parte do Monte da Sra. da Luz. Para o local tornar-se mais aprazível foi em 1998 revitalizado todo o Monte para melhor acolher todos os forasteiros que visitam esta freguesia especialmente no fim de semana depois da Páscoa, nas festas em honra de <strong>Nª Sª da Luz</strong> que são o cartaz de visita de <strong>Creixomil</strong>.</p>
<p>A <strong>Igreja Matriz</strong>, passou por enormes modificações, antes de existir tal coma está hoje. Pouco mais ou menos no lugar onde hoje se levanta, começou por existir uma famosa ermida. Nessa época, houve uma grande festa na então Vila de Guimarães. Fizeram-se, então, três procissões, sendo a 1ª, da Real Colegiada da Oliveira até à ermida de Creixomil. Essa ermida deu lugar a uma igreja pobre e pequena; tão pobre ela era que não tinha sequer sacrário. Algum tempo depois, iniciou-se a construção de uma igreja moderna, com a porta principal voltada para o Norte e a torre, do lado Poente, completamente separada da igreja. Em 1885 fizeram-se novamente obras; comprou-se a torre da antiga igreja de S. Sebastião e a igreja ficou com o aspecto que tem hoje. Mais tarde, o peso da massa de granito fez com que se partisse a padieira onde se encontrava a torre. Esta inclinou-se e arrastou todo o edifício. A pouco e pouco, foi reconstruída, encontrando-se, hoje, com os mesmos traços dessa construção, embora tenha beneficiado de reparações ao longo dos anos. Datada de 1854, conserva no interior, de interesse artístico, apenas o altar das Almas, de talha, e uma escultura representando Nossa Senhora do Leite. Junto do edifício, no chamado adro, existiu um cemitério, do qual hoje ainda existem vestígios. O Salão Paroquial que faz hoje parte da mesma, foi inaugurado apenas em 1964 e chegou mesmo a servir de escola primária com duas salas de aula. Nas suas dependências situa-se a sede do Agrupamento 566 do Corpo Nacional de Escutas.<br />
A <strong>Igreja do Mosteiro de Refoios</strong> situada na freguesia de Refoios, o templo de fundação antiquíssima sofreu como resultado da contra reforma remodelação e ampliações; as mais significativas que alteraram o aspecto da sua fachada, foram as que se executaram no século XVIII, ainda que o retábulo e a capela mor sejam obra dos meados do século XVII.</p>
<p><strong>Capela do Anjo da Guarda</strong> é um padrão quadrangular de cantaria, abobadado, aberto por três arcos, ostentando embutida na parede do fundo uma antiquíssima figura humana, de granito, que dizem representativa do Anjo da Guarda. Localização: Junto à Ponte Romana. Monumento Nacional.</p>
<p>A <strong>Capela de N. Senhora da Guia</strong> teve a sua origem numa pequena ermida frente do rio Lima, transferindo-se no século XVII para um lugar mais seguro, protegida das cheias do rio, onde existiam as ruínas do antigo hospital da gafaria. Em 1746, o templo foi melhorado e acrescentado. Possui azulejos de variados tipos e épocas. Localização: Ao fim da Avenida dos Plátanos.</p>
<p><strong>Capela de N. Senhora da Lapa</strong> capela da invocação de N. Senhora da Lapa foi mandada erigir em 1763, em terreno cedido pelo primeiro marquês de Ponte de Lima. A obra do templo não foi concluída de acordo com o projecto original, resumindo-se à capela mor.</p>
<p>A <strong>Capela de N. Senhora da Penha de França</strong> foi mandada construir em 1613, por um homem do povo &#8211; João Lourenço &#8211; à altura da ventana da enxovia para que os presos seguissem a celebração da missa. Tem um belo retábulo barroco.</p>
<p>A <strong>Capela de N. Senhora das Pereiras</strong> situada no bairro das Pereiras que correspondia no século XVI a uma parte significativa da vila. Foi erguida em 1525 junto à torre das Pereiras, em 1757 foi reedificada e reformada em 1818, estando actualmente fechada ao culto e completamente esventrada do seu riquíssimo revestimento de talha.</p>
<h3>Gastronomia</h3>
<p>Os vinhos de Ponte da Barca são um produto de qualidade com uma imagem de marca há muito reconhecida pelo mercado nacional e internacional. A viticultura representa, de resto, uma das principais fontes de rendimento de uma população que, em percentagem significativa, ainda vive da agricultura de sobrevivência.<br />
O importante dinamismo registado neste sector deve-se à acção desenvolvida pela Adega Cooperativa de Ponte da Barca que tem sabido lançar uma interessante campanha de marketing junto de potenciais mercados consumidores e adaptar-se às novas realidades e exigências mediante o lançamento de novos produtos.</p>
<p>Também a gastronomia oferece pratos de elevada qualidade, confeccionados com produtos genuínos locais.<br />
Para além do <strong>mel</strong> e do <strong>queijo</strong> (quem não conhece o <strong>queijo Liminano</strong>) produzidos nos ambientes serranos do Parque, quem não aprecia o cabrito da Ermida ou Germil, ou as carnes das raças autóctones (cachena e barrosã) criadas em pleno espaço natural? Ou ainda um prato de lampreia ou de truta pescadas nos rios Lima e Vade ou nos diversos ribeiros existentes na área do Concelho?</p>
<h3>Artesanato</h3>
<p>No que respeita ao artesanato, esta região encontra-se não muito diversificada em relação às vilas vizinhas. Sendo assim podemos encontrar o mesmo tipo de artesanato nas 4 regiões, sendo pouca a sua diversidade.<br />
Em Ponte de Lima mencionamos a cestaria, a cantaria, os ferreiros, a luminária, a marcenaria, a pirotecnia, a tanoagem e a tecelagem.</p>
<h3>Festividades</h3>
<p>Para o Homem desta região, a Festa é obrigatória, na medida em que faz parte da sua identidade cultural e se encontra fortemente enraizado no seu imaginário.</p>
<h4>Feiras Novas</h4>
<p>Criadas pelo Rei D. Pedro IV por provisão de 5 de Maio de 1826, começaram por serem chamadas de <strong>Festas de Nossa Senhora das Dores</strong>. Feiras Novas, para estabelecerem a diferença com as Feiras Velhas, mais antigas, que se realizavam a cada quinze dias.</p>
<p>As Feiras Novas passaram então a realizar-se no terceiro fim de semana de Setembro (de Sábado a Segunda), por acordo entre a Câmara e o Grémio Comercial locais,datado de há mais de cinquenta anos. Não mudou de local até aos dias de hoje &#8211; no <strong>areal</strong>.</p>
<p>Presença imprescindível no Ritual da Festa é o <strong>folclore </strong>e a música popular.<br />
São vários os Ranchos Folclóricos existentes no concelho. No País e no estrangeiro, divulgam a riqueza dos trajes e a música popular da Ribeira Lima interior.<br />
Famosos são também os cantadores ao desafio, intrinsecamente associados a este concelho.</p>
<p>Há ainda a mencionar, manifestações que merecem uma referência especial, como sejam os festejos relacionados com o cultivo do linho (<strong>Bravães</strong>) e com as desfolhadas (<strong>Lavradas</strong>), por serem veículos privilegiados de preservação da cultura tradicional das comunidades.</p>
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		<title>Viana do Castelo é boa de visitar</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 08:00:02 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A qualquer hora Viana do Castelo é boa de visitar, desde manhã cedo com os vianenses cruzando a Praça do Município, antes dita <strong>da Rainha</strong>, para saberem se o mundo mudou desde o dia anterior. Centro recreativo da cidade, a praça vive até altas horas as noites encaloradas, os cafés estendendo-se por esplanadas que o borrifo das fontes torna mais sedutoras no Verão.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 646px"><img class="size-full wp-image-1915 " title="viana-santa-luzia" src="http://mediablog.viagenstravel.com/viana-santa-luzia.jpg" alt="Santa Luzia em Viana do Castelo" width="636" height="331" /><p class="wp-caption-text">Basílica de Santa Luzia em Viana</p></div>
<p>E quando as bicas e os finos se vão, há ainda quem fique, esperando talvez no nevoeiro que certas noites sobe do <strong>rio Lima</strong>, encontrar o príncipe ou princesa dos seus sonhos.</p>
<p>A noite é mágica em Viana do Castelo. A não perder, para apreciar a História ou viver as romarias que Verão afora enchem o Minho. São contos de luz e emigração, fé e &#8220;franceses de obrigação&#8221;, num rodopio que começa em muitas alvoradas, foguetório estralejando no dormir de muita gente, noites de vinho verde e minhoto, por isso bom, anunciando ressaca feliz no próximo vir do Sol.</p>
<p>Repositório artístico cobrindo do <strong>Manuelino</strong> à <strong>Art Deco</strong>, Viana do Castelo desdobra em cada esquina um novo edifício a descobrir, catálogo que pode desatinar o mais arrumado apreciador destas coisas. E janelas, senhores, que profusão de estilos e soluções.</p>
<p>A subida a <strong>Santa Luzia</strong> ao fim da tarde é uma aventura a que o <strong>funicular</strong> sempre convida. E lá do alto do promontório, enquanto a luz desce no mar, tudo banhando de um rosa mágico, descobre-se por onde a vista alcança, porque D. Afonso III no século XIII, ao referir-se a Viana (então e até 1848, de <strong>Foz do Lima</strong>) disse: é uma das vilas do meu reino que muito amo (&#8230;).</p>
<p>Ficar em Viana é fácil, fora do período de Agosto, em que as festas da <strong>Senhora da Agonia</strong> fazem da cidade o mesmo que o S. João faz ao Porto: atravancam tudo. E a dois passos da cidade praias de areias doces, como a <strong>praia do Cabedelo</strong>, aguardam os mais amantes de sol, do mar e dos desportos aquáticos.</p>
<p>Toda a região de Viana está virada ao mar, em anfiteatro, exposta aos ventos que do Atlântico arrastam grandes massas de vapor de água, as quais vêm condensar nos montes vizinhos.<br />
Não é, pois, à riqueza do seu solo, que deve a luxuriante verdura que tanto a caracteriza, e a variada gama de produtos que apresenta, mas sim à abundância de água que o lavrador explora com afinco, e que permite a prática de culturas irrigadas, às extrumações em que ele não é avaro, e aos incessantes cuidados que ele ministra às suas culturas.</p>
<h3>Património Monumental</h3>
<h4>Igreja Matriz de Viana do Castelo</h4>
<p>É um templo do séc. XV que denota a influência de canteiros galegos. O portal, com múltiplas arquivoltas, apresenta esculturas dos apóstolos e as aduelas profusamente decoradas. É sobrepujado por uma rosácea. A franquear o conjunto, estão duas volumosas torres coroadas por ameias chanfradas. O interior é de três naves com capelas no transepto. Imóvel de Interesse Público.</p>
<h4>Igreja da Misericórdia</h4>
<p>A sua construção foi iniciada em 1520 e prolongou-se até finais do século. O projecto deve-se a João Lopes, o Moço. É uma das obras de arquitectura civil mais interessantes desta época. A fachada, voltada para a Praça, é formada por duas varandas alpendradas com colunas profusamente esculpidas, que assentam numa arcaria de arcos de volta redonda com colunas jónicas. A encimar a fachada tem um frontão triangular. No lado poente, salienta-se o portal de granito, com diversas esculturas.</p>
<h4>Casa de João Velho ou dos Arcos</h4>
<p>Edifício do séc. XV que pertenceu ao navegador João Velho. Tem ao cimo do piso térreo um alpendre em arcaria que faria parte de um conjunto de arcadas que envolvia a <strong>Praça Velha</strong>.<br />
Dos três arcos, dois são ogivais e um de recorte românico. Na fachada principal, apresenta três elementos antropomórficos esculpidos. Interiormente foi objecto de sucessivas alterações, sendo as que efectuaram em 1914, para ali se instalar o Instituto Histórico do Minho, as que mais o descaracterizaram.</p>
<h4>Chafariz da Praça da República</h4>
<p>Chafariz em granito, de dupla taça, com quatro carrancas de onde jorra a água para um tanque. Foi elaborado por João Lopes, o Velho, canteiro vianês, e concluído em 1559. A coluna fusiforme, termina com vários elementos fitomórficos e zoomórficos e é encimada por esfera armilar, de ferro. Monumento Nacional<br />
Forte ou Castelo de Santiago da Barra A construção foi iniciada no reinado de D. Sebastião (1507), e sofreu ampliações e reformas no princípio da dominação filipina. Em 1770 e 1779 foi objecto de novas reparações e reconstruções. É um forte de forma poligonal, abaluartado. Conserva ainda, a norte, um revelim. Imóvel de Interesse Público.</p>
<h4>Igreja de Nossa Senhora do Carmo</h4>
<p>A classificação inclui o claustro, a capela nele existente, o recheio de talha e a imaginária. Pertenceu aos Carmelitas Descalços. Foi construída na primeira metade do séc. XVII (1621 &#8211; 1647). De realçar as talhas dos altares da nave e transepto, o forro em caixotões e a sacristia com os arcazes, azulejos do séc. XVIII e molduras em talha. Imóvel de Interesse Público.</p>
<h4>Palácio dos Viscondes de Carreira ou dos Távoras</h4>
<p>É uma construção do séc. XVI que foir reformada em inícios do séc. XVIII. A fachada, de dois pisos, é corrida. Três dos portais, decorados, denotam influências manuelinas. No andar nobre, alternam janelas de sacada e de peito. Todas têm molduras de pedra lavrada, havendo duas em que a decoração se estende praticamente até à cornija. Ao centro, o brasão dos Abreu Lima veio substituir o dos Távoras, destruído durante a vigência do Marquês de Pombal. A casa é coroada por ameias estilizadas.</p>
<h4>Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo</h4>
<p>A construção foi iniciada no reinado de D. Manuel I e concluído já com D.João III. É um edifício de dois pisos inteiramente construídos em granito, e em que o piso térreo é formado por um alpendre com três arcos ogivais. No andar superior desenvolvem-se três janelas de sacada. O imóvel é coroado por ameias chanfradas. É ainda visível, a encimar as janelas, um escudo régio, uma esfera armilar e um veleiro, símbolo heráldico de Viana do Castelo.</p>
<h4>Citânia de Santa Luzia (Ruínas da cidade velha de Santa Luzia)</h4>
<p>Povoado fortificado da Idade do Ferro / época romana, extensamente escavado, sendo de referir o aparelho de algumas construções e os espaços domésticos organizados em &#8220;bairros&#8221;.Farol de Montedor</p>
<h3>Farol de Montedor</h3>
<p>O Farol de Montedor está localizado na zona norte de Viana do Castelo, mais exactamente na freguesia de Carreço na posição: 41º 44&#8242; 9&#8221; N / 008º 52&#8242; 4&#8221; W. É um marco, e um local de muitas festividades.</p>
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