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	<title>Viagens Travel: o site das viagens e do lazer</title>
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		<title>Góis entre serras no vale do Ceira</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 18:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Serra do Açor]]></category>
		<category><![CDATA[capela de S. Sebastião]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Com mais de 8 séculos de existência, a <strong>Vila de Góis</strong> está situada a 40 Km de Coimbra, num vale (<strong>Vale do Ceira</strong>) estreito e profundo, entre as serras do <strong>Carvalhal</strong> e do <strong>Rabadão</strong>. Góis, pela sua natureza rural, tem muito para oferecer aos visitantes que o visitam. O rio, principal elo de ligação de todo o Concelho, dá aos visitantes e veraneantes uma paisagem deslumbrante, desde a terras altas da freguesia do <strong>Colmeal</strong> até ao <strong>Cerro da Candosa</strong> (freguesia de <strong>Vila Nova do Ceira</strong>), local onde se despede do concelho de Góis para dar entrada no da Lousã.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 600px; height: 332px;" title="Ponte real em Góis" src="http://mediablog.viagenstravel.com/gois_ponte_real.png" alt="Ponte real em Góis" width="600" height="332" /></p>
<p>A fundação da vila é atribuída ao <a rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_D._Henrique" target="_blank">Conde D. Henrique</a>, no século XII. D. Manuel concedeu-lhe foral a 20 de Maio de 1516.<br />
Foi dos condes de Sortelha, que por casamento estavam entroncados com os descendentes de Anião de Estrada. Esse senhor foi confirmado por <a rel="nofollow" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D._Afonso_V" target="_blank">D. Afonso V</a> na pessoa de D. Nuno Martins da Silveira, escrivão da puridade daquela comarca.</p>
<h3>Monumentos</h3>
<p><img style="margin: 0px 0px 0px 10px; display: inline; float: right; width: 300px; height: 381px;" title="Igreja matriz de Góis" src="http://mediablog.viagenstravel.com/gois_igreja_matriz.png" alt="Igreja matriz de Góis" width="300" height="381" />Do antigo, restam na freguesia de Góis alguns notáveis monumentos, que impõem a que neles nos detenhamos: a <strong>igreja matriz</strong>, construção original do século XV, sofreu grandes modificações nos séculos seguintes. A frontaria data do século XIX. O interior é de uma só nave. A capela-mor, coberta por uma abóbada manuelina, contém um retábulo dos fins do século XVIII ou princípios do século seguinte e foi construída no século XVI, sob o risco de Diogo de Castilho, precisamente quando a arte gótica se ia extinguindo no nosso país.</p>
<p>Pode reconhecer-se ainda, ponto por ponto, a obra realizada por mestre Castilho em satisfação das exigências do contrato referente a benfeitorias ordenadas por D. Luís da Silveira, senhor do morgadio de Góis, em edifício da sua terra. &#8220;O estromento que me fez de obrigação das obras da capela maior da igreja e dos Paços Novos de Góis, entre o Mestre das Obras e o Senhor Luís da Silveira&#8221;, há largos anos descoberto e publicado em &#8220;Um Túmulo Renascença&#8221;, é uma das mais notáveis peças documentais que podem apresentar-se para esclarecimento da técnica e terminologia das construções manuelinas, representativas do gótico final. Na igreja encontra-se também o túmulo de D. Luís da Silveira (conde de Sortelha e embaixador de D. João III na corte de Carlos V) e de seus familiares, aparatoso mausoléu formado por uma arca, com a estátua do fidalgo, armado e em oração, enquadrada por um baixo-relevo evocativo da Assunção de Nossa Senhora. Data de 1513 e é trabalho muito perfeito: o riquíssimo estilo renascença tem neste monumento um completo e bem conservado exemplar. É feito em pedra de Ança, e os mais diversos lavores, em que os emblemas cristãos se misturam com os mitológicos, adornam com profusão esta preciosa peça de elevado valor artístico. Pelo seu realismo, é atribuído a Hodart, célebre imaginário francês. No altar-mor admiram-se algumas pinturas sobre madeira do século XVI. A pia baptismal, da mesma época, tem bojo canelado e ostenta as armas dos donatários.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 499px; height: 325px;" title="Capela do Castelo de Góis" src="http://mediablog.viagenstravel.com/capela_gois.png" alt="Capela do Castelo de Góis" width="499" height="325" /></p>
<p>A <strong>capela do Castelo</strong> é uma construção manuelina coroada de merlões e composta de dois corpos desiguais abobadados sobre nervuras. Das paredes brancas sobressai a cantaria. Sobre a porta figura um brasão de armas. Dentro da capela apenas é digno de nota o retábulo que contém a imagem de Nossa Senhora da Encarnação.</p>
<p>A <strong>capela de S. Sebastião</strong> é um edifício setecentista de plano octogonal. Apresenta cantarias de esquinas, um portal ornado e cúpula com fecho de pedra. Guarda um retábulo do século XVIII e duas esculturas de madeira da mesma época. A fonte, de arco pleno completamente revestido de azulejos sevilhanos em relevo, data do século XVI.</p>
<p>A <strong>Ponte Manuelina</strong>, é igualmente, uma estrutura viária de grande importância que, com os seus 3 arcos, simboliza toda uma época, sendo considerada património nacional. O arco central ostenta um escudo nacional ladeado por cruzes de Cristo encimando esferas armilares. A construção desta ponte data do século XVI. Terá sido mandada construir pelo rei D. Manuel.</p>
<p>Os <strong>tectos apainelados dos Paços do Concelho</strong>, são uma obra de grande valor artístico onde são representadas figuras bíblicas e de fantasia, são igualmente considerados monumento nacional.</p>
<p>O <strong>Castelo de Góis</strong>, é igualmente um local onde a história e a beleza paisagística se entrecruzam, obtendo-se uma linda panorâmica da Vila, num horizonte muito alargado.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 600px; height: 352px;" title="Rio Ceira" src="http://mediablog.viagenstravel.com/gois_rio_ceira.png" alt="Rio Ceira" width="600" height="352" /></p>
<p>Em redor de Góis damos um passeio por um vale de sonho, cruzando pontes centenárias, paisagens bucólicas, onde o socalco é rei. Esbeltas florestas pelas <strong>Serra do Rabadão e do Carvalhal</strong>, ou por recantos, onde o rio salta com eterna impetuosidade, sobre a majestosa fraga na qual se ergue a <strong>Ermida da Nossa Senhora da Candosa</strong>.</p>
<p><img style="margin: 0px 0px 0px 10px; display: inline; float: right; width: 300px; height: 305px;" title="Penedo de Góis e em baixa uma casa da aldeia da Pena" src="http://mediablog.viagenstravel.com/penedo_gois.png" alt="Penedo de Góis e em baixa uma casa da aldeia da Pena" width="300" height="305" />Ao sul da vila situa-se o célebre <strong>Penedo de Góis</strong>, de onde se desfruta um panorama de imponente beleza.<br />
As praias fluviais, servidas pela bela paisagem circundante e pelas límpidas águas do Ceira são frequentadas, na época de Verão, por milhares de turistas e de residentes. Mas, além do rio, também a montanha está presente, permitindo passeios, tanto de automóvel como a pé, ou mesmo de bicicleta ou moto.</p>
<h3>Gastronomia</h3>
<p>Com o andar dos tempos, muitos foram os pratos tradicionais que se perderam, no entanto, está a ser feito um esforço para que se recuperem para a gastronomia dos nossos dias, tendo sido já possível recuperar a célebre <strong>sopa de castanhas</strong> e o <strong>Bucho de Góis</strong>. O pão de milho, a célebre broa, são alimentos típicos de Góis que são muito apreciados tanto pelos residentes como pelos visitantes.<br />
O mel, um dos mais apreciados de Portugal, é um condimento que entra em alguns pratos típicos de Góis, tais como nas <strong>Filhós de Mel</strong>.</p>
<h3>Artesanato</h3>
<p>Em Góis produzem-se artigos artesanais de grande qualidade, tais como artigos em estanho e rendas.</p>
<h3>Festas, feiras e romarias</h3>
<p>Todas as terças-feiras é realizado o mercado semanal, a 13 de Agosto é realizada a feira anual e a 1 de Novembro tem lugar a Feira dos Santos. A festa de S. João a 24 de Junho e o Feriado Municipal a 13 de Agosto são as festividades principais.</p>
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