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		<title>Albergaria e a Via Romana</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 15:36:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A toda a volta, este vale de Albergaria é fechado por altas muralhas de montanhas, que, sobretudo para nascente, formam um cenário de grande decoração: o Lagedemos, cónico e aguçado como um pico vulcânico; o Pé da Reigada, semelhante a uma coroa carolíngia; o Cartacho, formidável fortaleza medieval cheia de torres derrocadas, arcos partidos, cubelos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 0px 0px 0px 10px; display: inline; float: right; width: 350px; height: 201px;" title="Geira - Via romana" src="http://mediablog.viagenstravel.com/tabuleta_via_romana.png" alt="Via romana - geira" width="350" height="201" />A toda a volta, este <strong>vale de Albergaria</strong> é fechado por altas muralhas de montanhas, que, sobretudo para nascente, formam um cenário de grande decoração: o <strong>Lagedemos</strong>, cónico e aguçado como um pico vulcânico; o <strong>Pé da Reigada</strong>, semelhante a uma coroa carolíngia; o <strong>Cartacho</strong>, formidável fortaleza medieval cheia de torres derrocadas, arcos partidos, cubelos, e vertiginosos panos de muralha a prumo sobre o vale.</p>
<h3>Geira</h3>
<p>Estes altares de granito, glaucos e rosados de tão limados que estão, de tão polidos pelo vento, pelas chuvas e pelas neves, dão uma solenidade mágica à vigorosa floresta que alastra pelo vale, sobre as encostas, trepa pelas fendas abertas na parede, e de novo se espaira em planos mais elevados, e volta a formar maciço em cada degrau do anfiteatro. Assim como delimitam o vale, parece que igualmente o fecham no tempo; cá em baixo, na solidão da floresta, ante o rumorejar das águas, sobre as alfombras dos musgos, a alma do caminhante sente-se recuada nos séculos, e involuntariamente evoca as denaidas entre aquele improfanado cenário druídico. O vale está riscado de bons caminhos, entre eles um trecho da antiga calçada romana de Braga a Astorga, denominada <strong>Geira</strong>.</p>
<p>A zona mais acessível e interessante da serra do Gerês é a parte florestal da bacia do rio Homem, entre a P<strong>ortela de Leonte</strong> e a <strong>Portela do Homem</strong>. Local a visitar sempre &#8211; Albergaria.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img style="display: inline; width: 500px; height: 317px;" title="Portela de Leonte" src="http://mediablog.viagenstravel.com/portela_leonte.png" alt="Portela de Leonte" width="500" height="317" /></p>
<p>Um pouco antes da Portela de Leonte há uma formosa cascata ou <strong>frecha</strong> como dizem os serranos. Junta-se por esta altura o carvalhal que de ambos os lados vinha descendo do alto. É através desse bosque primitivo que segue a nova estrada.<br />
A <strong>Portela de Leonte</strong> (875 m de altitude) é um verdadeiro desfiladeiro tendo tanto do lado do poente (Pé do Cabril) como do nascente (maciço da Borrageira) imponentes massas de rochas por onde a vegetação aproveita todas as fendas. (O Gerês, afluente do Cávado, e o Leonte, afluente do Homem, têm as suas nascentes junto dessa portela.) Na descida, ouvem-se a cada passo os sussurros das cascatas.</p>
<p><img style="margin: 0px 10px 0px 0px; display: inline; float: left; width: 300px; height: 209px;" title="Marcos Miiliarios na Geira Gerês" src="http://mediablog.viagenstravel.com/marcos_miiliarios.png" alt="Marcos Miiliarios na Geira Gerês" width="300" height="209" />Entre os flancos da <strong>Bergiela </strong>e de <strong>Corneda</strong>, coroados de imponentes massas, a ribeira de Leonte debate-se entre tumultuosas penedias.<br />
É &#8220;&#8230;em Albergaria que se encontram os mais impressivos aspectos da floresta.&#8221; O vale é fechado por altas muralhas de montanhas, que, sobretudo para nascente, formam um cenário de grande decoração: o Lagademos, cónico e aguçado como um pico vulcânico, o Pé da Reigada, semelhante a uma coroa carolíngia, o Cantarcho, formidável fortaleza medieval cheia de torres derrocadas, arcos partidos, cubelos, e vertiginosos panos de muralha a prumo sobre o vale.</p>
<p>Estes altares de granito, glaucos e rosados de tão limados que estão dão uma solenidade mágica à vigorosa floresta que alastra pelo vale, sobre as encostas, trepa pelas fendas abertas nas paredes, e de novo espraia em planos mais elevados, e volta a formar maciço em cada degrau do anfiteatro. Assim como delimitam o vale, parece que igualmente o fecham no tempo; cá em baixo, na solidão da floresta, ante o rumorejar das águas, sobre as alfombras dos musgos, a alma do caminhante sente-se recuada nos séculos e involuntariamente evoca as daliaidas entre aquele improfanado cenário druídico.</p>
<p><img style="margin: 0px 0px 0px 10px; display: inline; float: right; width: 346px; height: 454px;" title="Mina de lavagem do minério" src="http://mediablog.viagenstravel.com/mina_lavagem_minerio.png" alt="Mina de lavagem do minério" width="346" height="454" />O vale está riscado de bons caminhos, entre eles um trecho da antiga calçada romana de Braga a Astorga (aqui conhecido pelo nome de Geira). Em vários pontos &#8211; Portela do Homem, Albergaria, <strong>Ponte Feia</strong>, etc. &#8211; há marcos miliários, com inscrições. Na solidão da serra, dir-se-iam sentinelas sobreviventes de um exército morto, agrupando-se uns contra os outros, como para se protegerem da solenidade e do silêncio.</p>
<p>O que é inolvidável neste percurso é a impressão de beleza e de solidão. A floresta com os duros e arrojados remessos de penedia oferece a cada passo estranhas sugestões de pujança selvagem e originária. Nesse género de paisagem não deve encontrar-se em Portugal nada de comparável. É ver, por exemplo do alto de Palheiros, o carvalhal de Beringela ou os maciços de penedia, ao mesmo tempo caótica e escultural que se sobrepõem no sítio impressivo de Albergaria. Em certos instantes, tem-se a impressão de que vai surgir do interior da serra a figura de algum atiacoreta ou o vulto solene de Zaratustra.</p>
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