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		<title>Guarda</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 11:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2036" class="wp-caption alignright" style="width: 275px"><img class="size-full wp-image-2036" title="guarda" src="http://mediablog.viagenstravel.com/guarda.jpg" alt="Sé da Guarda" width="265" height="186" /><p class="wp-caption-text">Sé da Guarda</p></div>
<p>Guarda é cidade da Beira Alta e sede de distrito. Dista do Porto  219 km e 356 km de Lisboa. A Guarda está situada num planalto bem elevado a 1075 m de  altitude, no flanco nordeste da serra da Estrela, dominando as planálticas  terras fronteiriças de Ribacoa e do <strong>Sabugal</strong>. A Guarda é constituída pelas  freguesias de São Vicente e Sé , sendo o centro comercial e industrial de uma área que vive principalmente  da agro-pecuária, produzindo batata, cereais, fruta, vinho e azeite, e  criando gado ovino e caprino em ordem sobretudo ao fabrico do afamado  queijo da Serra.</p>
<p>A Guarda possui indústrias de montagem de veículos automóveis, indústrias  alimentares, têxteis, metalomecânicas, de pelaria e de transformação de  madeiras. Está servida pela auto-estrada Aveiro a Vilar Formoso e pelas  vias-férreas da Beira Alta e da Beira Baixa.</p>
<h3>A Guarda da História</h3>
<p>Num cerro a quatro km da cidade, a 1032 m de altitude, na freguesia de  Rochoso, pode ver-se o castro de Tintinolho, o que comprova o remoto  povoamento da região em tempos pré-históricos. Mas o certo é que o  plaino da Guarda estava ermo no século XII, razão pela qual D. Sancho I,  em 1199, para o repovoar concedeu as mais amplas prerrogativas aos que  nele quisessem morar, e inclusive para ele trasladando logo em 1203 a  sede episcopal da Egitânia (Idanha) já existente em meados do século VI.  D. Afonso II em 1217 e D. Sancho II em 1229 confirmaram o foral que  viria a ser considerado pelos eruditos uma carta paradigmática de  alforria.</p>
<p>Em tempo de D. Sancho II concluiu-se o levantamento dos muros.  Na crise de 1383-1385 o bispo da Guarda entregou as chaves da cidade a  D. João I de Castela — o que fez com que a Guarda acrescentasse o  qualificativo de «falsa» aos epítetos que já granjeara como <strong>farta,  forte, fria e feia</strong> — mas o mesmo não fez o alcaide-mor Álvaro Gil que  no castelo se manteve fiel ao Mestre de Avis.</p>
<p>Na Guarda realizaram-se cortes no reinado de D. Afonso V, em 1465 e a Guarda  recebeu foral novo manuelino em 1510; em 1530 D. João III concedeu a seu  irmão o infante D. Fernando (1507-1534), aquando do seu casamento, o  título de duque da Guarda.</p>
<h3>Monumentos da Guarda</h3>
<p>O monumento que na Guarda mais se impõe à vista é a <strong>Sé</strong>, gótica, toda  de granito, edificada desde fins do século XIV a meados do século XVI. De planta cruciforme e com três naves, mede 52 m de comprimento, 16,5 m  de largura e 20 m de altura.</p>
<p>Contrastando com o exterior algo pesado, o  interior da <strong>catedral</strong> encanta pela impressão de leveza provocada pela  invulgar altura e pela harmonia das abóbadas artesoadas. De realçar o  pórtico setentrional manuelino, a abóbada crucial com o seu belíssimo  reticulado estelar e o retábulo da capela-mor, executado na oficina de  João de Ruão, composto por mais de 100 figuras.</p>
<p>Do primitivo <strong>castelo da Guarda</strong> resta apenas uma torre, situada a sudoeste, assente sobre um pequeno morro  granítico. Da muralha permanecem um reduzido trecho e a Torre dos  Ferreiros, gótica, que defendia a dupla porta do mesmo nome.</p>
<p>Das igrejas  merecem menção a da Misericórdia (século XVII) com fachada joanina e a  de São Vicente (reconstruída em 1790) com fachada barroca e duas torres  sineiras. O antigo Paço Episcopal é um vasto edifício do século XVII.  Data de 1686 o belo solar da família Alarcão.</p>
<p>Na Rua Direita e na Rua de  D. Sancho há antigas moradias dignas de atenção; o centro histórico da  cidade conserva a antiga judiaria. Digno também de ver-se é o fontenário  do século XVIII.</p>
<p>Nos arrabaldes da Guarda encontra-se em <strong>Póvoa de Mileu</strong> a Capela de Nossa Senhora de Mileu, românica (séculos XI-XII), com  pórtico sem arquivolta mas com linda rosácea. <strong>Vila Fernando</strong>, 12 km a SE,  conserva as ruínas do seu castelo do século XII.</p>
<p>Aldeia Viçosa, 17 km a  NNO, possui uma igreja neoclássica (1768) que constitui um pequeno  museu de escultura e de pintura.</p>
<p>O <strong>Museu Regional da Guarda</strong>, instalado no antigo Paço Episcopal, seiscentista,  mostra o desenvolvimento histórico-geográfico da área do distrito, desde  o Paleolítico, faz uma amostragem da sua vida económica, social e  cultural, dedica uma secção aos escultores do distrito, exibe uma  colecção de armaria e contém quadros de bons pintores recentes a partir  de Columbano.</p>
<p>A Guarda possui Instituto Politécnico.</p>
<h3>Artesanato</h3>
<p>Fabricam-se na sua região utensílios de vime, objectos de barro e de  madeira. A romaria à Senhora de Mileu realiza-se a 15 de Agosto. As feiras  anuais na Guarda ocorrem a 24 de Junho (Feira de São João) e a 4 de  Outubro (Feira de São Francisco).</p>
<h3>Locais a visitar na Guarda</h3>
<p>A Guarda constitui uma privilegiada estância climática situada entre  1030 e 1056 m de altitude, com um clima de características subalpinas. Durante mais de meio século funcionou nos seus arredores, no meio de  extensa e frondosa mata, um <strong>sanatório</strong> inaugurado por D. Carlos e D.  Amélia, a 18 de Maio de 1907.</p>
<p>Possui <strong>parque de campismo</strong>. Na área do  distrito há diversas caldas e termas que se repartem pelos concelhos de  Aguiar da Beira, Celorico da Beira, Manteigas e Sabugal. Fica na área do  distrito da Guarda, no concelho do Sabugal, 30 km a SSE, a reserva natural da <strong> serra da Malcata</strong> (altitude de 1075 m) com 21 759 hectares.</p>
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		<title>Passeio ao Fundão</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 14:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beira Interior]]></category>
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		<description><![CDATA[Fundão é uma cidade do distrito de Castelo Branco e da diocese da Guarda, sendo sede de concelho e de comarca dista da Guarda sessenta quilómetros. O seu casario apinha-se na vertente setentrional da serra da Gardunha e defronte da Serra da Estrela, a 497 m de altitude. Domina a chamada Cova da Beira, atravessada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fundão é uma cidade do distrito de Castelo Branco e da diocese da Guarda, sendo sede de  concelho e de comarca dista da Guarda sessenta quilómetros. O seu casario apinha-se na  vertente setentrional da <strong>serra da Gardunha</strong> e defronte da <a href="http://viagenstravel.com/portugal/serra-estrela/estrela-percurso-pela-serra-ate-a-covilha/">Serra da  Estrela</a>, a 497 m de altitude.</p>
<div id="attachment_1933" class="wp-caption alignright" style="width: 275px"><img class="size-full wp-image-1933" title="fundao-cerejas" src="http://mediablog.viagenstravel.com/fundao-cerejas.jpg" alt="As cerejas do Fundão" width="265" height="163" /><p class="wp-caption-text">As cerejas do Fundão</p></div>
<p>Domina a chamada <strong>Cova da Beira</strong>,  atravessada pelo rio Zêzere e que constitui uma depressão situada entre  as serras da Estrela e da Gardunha.</p>
<p>O Fundão é precisamente a capital económica da Cova da Beira, produzindo cereais, batata e  fruta, principalmente a maçã e a <strong>cereja</strong>. A cidade tem indústrias têxtil, de  mobiliário e de produtos alimentares. Dispõe de boas vias rodoviárias e é  servida pelo caminho-de-ferro da Beira Baixa.</p>
<h3>História do Fundão</h3>
<p>Na área circundante do <strong>Fundão </strong>encontraram-se numerosos vestígios dum povoamento  pré-histórico e da ocupação luso-romana. No reinado de D. Sancho II  (1223-1248) era já uma povoação com certa prosperidade. Esta passou a  acentuar-se quando nela se fixaram numerosas famílias judaicas após o  édito de 31 de Março de 1492.</p>
<p>Está documentada a presença, no Fundão,  durante os séculos XVI e XVII, de tecelões, tintureiros, pisoeiros,  tratantes, mercadores, borracheiros, fundidores, imaginários,  recebedores e vedores das sisas e dos panos, o que pressupõe grande  actividade industrial. Em 1580 o Fundão tomou o partido de D. António,  prior do Crato, auto-proclamando-se vila, com pelourinho, forca e  cadeia, e nesta situação se manteve até ao despacho, emanado do  Desembargo do Paço, de 26 de Outubro de 1669.</p>
<p>O concelho do Fundão veio a  ficar constituído definitivamente a 9 de Junho de 1747. Finalmente o  Fundão adquiriu a categoria de cidade por lei de 19 de Abril de 1988.</p>
<h3>Património Monumental</h3>
<p>A igreja matriz, de fachada barroca com duas torres baixas, é uma  reconstrução, datada dos começos do século XVIII, duma igreja românica  como o atestam os gigantes que flanqueiam interiormente a nave; fica a  seu lado a <strong>Igreja da Misericórdia</strong> anexa ao hospital.</p>
<p>Numerosas as  capelas, algumas delas com alpendre: a de Nossa Senhora da Luz (1560), a  de Nossa Senhora da Conceição (1561), de Santo António (1574), de São  Francisco (1574), do Espírito Santo (1578) e de São Sebastião (1777).</p>
<p>O  pelourinho é de reconstituição recente. Os Paços do Concelho  encontram-se instalados no edifício da <strong>Fábrica Real</strong>, pombalino, bastante  ampliado e modificado em 1916. Há ainda um grande chafariz de 1626,  vestígios de casas quinhentistas, nomeadamente na Rua do Mármore, e  várias moradias brasonadas como o Solar (inacabado) dos Condes de Vila  Real, a Casa dos Cunhas, a Casa de D. Luís de Brito Homem (bispo de  Angola e do Maranhão) e a casa apalaçada da Praça Velha.</p>
<p>Nos arredores  da cidade ficam as ruínas do <strong>Convento do Seixo</strong>, dos Frades Capuchos,  edificado nos começos do século XVI num airoso contraforte da serra, e a  Aldeia de Joanes, com a igreja românica e algumas moradias  quinhentistas.</p>
<p>Em Donas, 3 km a Este, depara-se-nos a Casa do Paço,  manuelina, de granito, e uma capela também manuelina anexa ao solar e à  igreja paroquial.</p>
<p>A 4 km a sudoeste, num recôncavo da serra da Gardunha, fica a  <strong>Capela da Senhora da Orada</strong>, de origem medieval, em terrenos da comenda  da Ordem de Avis, com um retábulo de alabastro (século xrv), uma pia de  água benta, manuelina, e a imagem da Senhora das Graças (século xvi)  esculpida em pedra de Anca. Em Alcaide, 5 km a E, é digna de ver-se a  igreja matriz, de três naves, com portal românico.</p>
<p><strong>Alcongosta</strong>, cinco kms a sul,  apresenta uma formosa igreja paroquial e uma calçada romana.  Alpedrinha, 12 km a sudoeste, conserva o pelourinho, a antiga Casa da Câmara, o  monumental Chafariz Real ou de D. João V, com seis bicas, a Fonte da  Fome e a Fonte do Leão que deu o nome à famosa Capela do Leão.</p>
<p>Em  Castelo Novo, 17 km a sul do Fundão, merecem atenção as ruínas do castelo, o  pelourinho, o lugar da forca com duas caveiras gravadas numa pedra, a  antiga Casa da Câmara e o <strong>Solar dos Gamboas</strong>.</p>
<h3>Património cultural do Fundão</h3>
<p>A cidade possui um Museu Municipal e conta entre os seus naturais com muitas figuras ilustres. São naturais do Fundão entre outros: o bispo  franciscano D. Frei Diogo da Silva (1485-1541), 1.&#8221; inquisidor que houve  em Portugal, o pintor régio José da Cunha Taborda (1766-1834),  o  estadista João Franco (1855-1929) e o jornalista Alfredo da Cunha  (1863-1942).</p>
<p>No <strong>artesanato do Fundão</strong> destaca-se o fabrico de toalhas e colchas de linho, e de vassouras de ramos de giesta. Gastronomicamente não deixe de provar o <strong>calçudo da Beira</strong>, uma sobremesa com puré doce de castanhas.</p>
<h3>Lugares aprazíveis no Fundão</h3>
<p>O Fundão aconchega-se no contraforte arborizado de <strong>Monte de São Brás</strong>,  pertencente à serra da Gardunha. de cuja lombada se tem uma excelente  panorâmica da Cova da Beira. Nos arredores são vários os locais com  vastos panoramas, a começar pelos belos miradouros do Convento do Seixo,  a um km, e da Senhora da Orada, a quatro kms.</p>
<p>Continuando a subir a serra  da Gardunha encontram-se: o alto do Carvalhinho, com vistas sobre a Cova da Beira, a  serra da Estrela e terras meridionais para além de Monsanto e Castelo  Branco; e a <strong>Penha da Senhora da Serra</strong>, donde se avista a vasta planura  silenciosa.</p>
<p>O Fundão tem a sudoeste a serra da Gardunha paralela à serra do Açor, fica  entre os rios Ponsul e Zêzere. Com 20 km de comprimento e 10 km de  largura, tem o sentido geral NE-SO, sendo a sua altitude máxima de 1227  m. Do lado do Fundão apresenta um esplêndido manto de vegetação, a  chamada <strong>Mata do Fundão</strong>, onde se situa o <strong>Parque Florestal da Gardunha</strong>.</p>
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		<title>Almeida e a sua fortificação pentagonal</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 08:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beira Interior]]></category>
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		<description><![CDATA[Almeida embora possua nome árabe, é provável que tenha tido origem no período da romanização. A estratégica localização junto à fronteira, fez de Almeida palco de acontecimentos de elevada importância histórica e explica que ora tenha sido conquista por portugueses, ora por castelhanos. Em 1640 iniciaram-se as obras da nova fortificação de Almeida que viria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Almeida embora possua nome árabe, é provável que tenha tido origem no período da romanização. A estratégica localização junto à fronteira, fez de Almeida palco de acontecimentos de elevada importância histórica e explica que ora tenha sido conquista por portugueses, ora por castelhanos.</p>
<p><div id="attachment_1918" class="wp-caption alignright" style="width: 275px"><img src="http://mediablog.viagenstravel.com/almeida.jpg" alt="Almeida" title="almeida" width="265" height="186" class="size-full wp-image-1918" /><p class="wp-caption-text">Almeida</p></div>Em 1640 iniciaram-se as obras da nova fortificação de Almeida que viria a ser considerada na altura como <strong>inexpugnável</strong> e a mais importante do Reino. Um enorme complexo militar, construído ao longo dos séculos XVII e XVIII, de forma poligonal e constituindo um sistema único no país de fortificação abaluartada.</p>
<p>A área abrangida pela vila circunscreve-se ao núcleo urbano e à zona envolvente da muralha, integrando-se num planalto sobre o <strong>rio Côa</strong>, a cerca de 750 metros de altitude. Com a forma de um polígono regular, as muralhas, baluartes, revelins, portas, casamatas e fossos formam um dos mais importantes sistemas de fortificação abaluartada. Entre os edifícios mais interessantes do aglomerado, registe-se o Castelo, a igreja da Misericórdia, o picadeiro e o hospital.</p>
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