A cidade de Bragança está implantada numa vasta área planáltica no limite nordeste de Trás-os-Montes. Enquadrada a norte pelas serras de Montesinho e da Sanábria, a sul e a oeste pela serra de Nogueira, Bragança espalha-se no planalto à considerável altitude de 700 metros, abrindo-se a nascente à Meseta Ibérica, já em terras de Castela e Leão.
Bragança está limitada a norte pela raia seca e a sul pelo concelho de Macedo de Cavaleiros, a oeste na confrontação com o concelho de Vinhais, a divisão faz-se naturalmente pelo rio Baceiro e alguns dos seus afluentes. A nascente o rio Maçãs delimita com Espanha e com o concelho de Vimioso.
Região montanhosa mas de grandes contrastes e com grande diversidade climática e paisagística: as montanhas elevadas e o clima rigoroso, tanto no Verão, como no Inverno, na chamada Terra Fria Transmontana; clima ameno, quase mediterrânico, com paisagens de vinhedos, oliveiras e amendoeiras, na Terra Quente; zona planáltica, com clima agreste, junto ao Douro Internacional. Bragança confere unidade a todos estes contrastes naturais através da cultura, história e identidade comuns.
Património monumental
Castelo de Bragança
O castelo é um dos mais representativos monumentos da arquitectura militar medieval . A Torre de Menagem tem cerca de 33 metros e é uma construção de estilo gótico, onde se destacam as ameias, as janelas em ogiva e as seteiras. A Torre da Princesa, ergue-se junto de um cubelo, no lado norte da muralha, tendo sido construída com uma função defensiva. A lenda conta que nesta torre viveu prisioneira uma jovem moura amada por um cristão.
Antigos Paços Municipais
Trata-se de um edifício único em Portugal, de arquitectura civil românica. Este imóvel, cujo piso térreo é uma cisterna, é marcado pela sucessão de aberturas e pela diversidade de motivos decorativos da cachorrada.
É um monumento singular e ainda hoje enigmático, da arquitectura românica civil. A sua edificação data muito provavelmente do primeiro terço de quatrocentos podendo ter coincidido com a do castelo. A monumental fábrica, que foi, com certeza, erguida para esta edificação, teria deixado na penumbra a construção da “sala de água”.
A Domus é constituída por dois corpos (espaços) distintos. As denominações primitivas -”cisterna”, “sala de água” indicam que os objectivos, que presidiram à edificação, teriam sido, primordialmente, de ordem utilitária. Incorpora uma cisterna de boa fábrica para armazenar águas pluviais e nascentes. O extra-dorso da abóbada de berço, que cobre a cisterna, forma o pavimento lajeado do salão. É este espaço arquitectónico superior, constituído pelo salão fenestrado, que empresta originalidade à edificação brigantina.
Se não podemos concluir que esta “parte aérea” tenha sido edificada para servir especificamente como Paços do Concelho (Casa da Câmara), também não podemos afastar a hipótese de o “salão” ter sido utilizado, logo que acabado, para nele se realizarem reuniões dos “homens bons”. Sabemos que nos primeiros anos de quinhentos se dá a municipalização (edilização) efectiva da Domus.
O Pelourinho de Bragança tem fuste cilíndrico colocado num berrão, encimado por um capitel com elementos românicos de onde pendem as argolas de suspensão.
Gastronomia
Na gastronomia destaque-se o Cozido à Transmontana.Confeccionado com frango ou galinha, chouriça de carne e de sangue, salpicão, costelas (entrecosto), orelheira, beiça, ossos da suã (espinhaço), couve lombarda e portuguesa, batatas, nabos, cenouras, rabas (facultativo),arroz,cebola,alho,azeite,sal, pimenta. A raba é uma raiz que se usa nalgumas zonas de Trás-os-Montes. Tem a forma duma cenoura, podendo ser muito mais grossa.