Chamonix, Vál-d’Isère, Avoriaz, Megève, Gstaad, Zermatt, Innsbruck …É difícil enumerar a quantidade de estâncias de desportos de Inverno que, desde a década de 1950, cobriram de teleféricos e outros mecanismos de subida as montanhas austríacas, suíças, alemãs e francesas.

O pôr do sol no Monte Branco.
A indústria e o desporto coabitam aqui, por vezes em detrimento das paisagens…
Em 1896 foi criado em Grenoble o primeiro clube de esqui francês. Embora alguns amadores de esqui nórdicos possuíssem já esquis finlandeses e por essa altura surgisse o primeiro manual de esqui alpino, do austríaco Mathias Zdarsky, este desporto só veio a desenvolver-se nos anos 1920, após os Jogos Olímpicos de Inverno de Chamonix.
O que de seguida se passou é conhecido: a idade de ouro dos desportos de Inverno culminaria na década de 1970.
O Esqui indústria florescente em França Suiça e Áustria
Nos Alpes franceses, há cerca de cem estâncias de desportos de Inverno, mais de noventa na Suíça mais de setenta na Áustria: os desportos de Inverno são uma verdadeira indústria, gerando somas colossais.
Todos os anos, sete milhões de esquiadores – dos quais 1.5 milhões são estrangeiros – lançam-se nas pistas francesas, cuja manutenção é feita por mais de 15 mil pessoas. Esta actividade foi, nos seus grandes anos, um verdadeiro luxo: os preços dos ascensores mecânicos e dos alugueres de apartamentos dispararam e os Alpes, sobretudo os franceses, foram invadidos pelas betoneiras.
Sõlden, na Áustria, Crans-Montana e Verbier, na Suíça, aumentam então as suas pistas de esqui. La Plagne ou ainda Elaine, em França, nascem na vertente da montanha, uma sucessão de edifícios de betão que desvirtuam a paisagem para responder a uma procura sempre crescente.
Cansados destas fábricas de esqui sem alma, os esquiadores preferem actualmente estâncias mais autênticas, como La Clusaz, na Alta Sabóia, Saas-Fee em Valiais ou ainda as encantadoras aldeias-estâncias da Áustria.
Desportos de Inverno para todos os gostos
Nem só do tradicional esqui vivem as estâncias que dele recebem o nome. Os desportos de Inverno são inúmeros. Esqui de pista, o mais vulgar e que deu origem a pistas cada vez maiores, esqui de fundo, o que mais respeita as paisagens, esqui de circuito, que junta o esqui alpino e o esqui de fundo, monoski ou snowboard, uma espécie de surf sobre a neve que entusiasma os amadores de velocidade, e ainda o skijoring, na Suíça, onde o esquiador é puxado por um cavalo a galope.
Cansados das pistas de descida sobrelotadas, são muitos os que redescobriram os encantos dos passeios nas florestas em esqui de fundo: em França, os Pirenéus e as montanhas do Jura e do Maciço Central proporcionam numerosas pistas num soberbo cenário natural. No entanto, a velocidade continua a fazer adeptos.
Provocando uma forte sensação de deslizamento, o monoski e o surf na neve fazem concorrência ao esqui alpino.
De Chamonix a Albertville na Sabóia
Em 1924, Chamonix foi escolhida para organizar os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno. Em 1992, Albertville tornou-se capital olímpica. A Sabóia confirmava assim a tradição olímpica da região. Com várias centenas de quilómetros de pistas, a Tarentaise é o maior espaço para esqui do Mundo. Esqui alpino masculino em Val d’lsère, esqui acrobático em Tignes, bobsleig em La Plagne, esqui de fundo em Saisies, patinagem artística em Albertville, etc.
Repartidas por treze locais, as diferentes provas foram vistas por 2 mil milhões de espectadores e custaram 4 mil milhões de francos…