Oxford, uma pequena cidade industrial próspera a noroeste de Londres, é conhecida no mundo inteiro graças à universidade a que dá o nome – universidade de Oxford, fundada em 1167.

Cambridge, King's College – a capela, construída entre 1446 e 1515, é a consagração do estilo gótico perpendicular
Rival da Sorbonne no século XIII, orgulha-se de contar entre os seus mestres Roger Bacon ou Robert Grosseteste.
No século XIV, formaram-se aqui os maiores teólogos: Duns Escoto, Wycliffe …
As posições de Wycliffe em matéria religiosa e a sua condenação marcam o declínio de Oxford, que só reencontrará verdadeiramente o seu prestígio no século XVIII.
Nascida da cisão de alguns professores de Oxford em 1209, Cambridge, situada a norte da capital, vive começos modestos e laboriosos: o primeiro colégio, Peterhouse, só é criado em 1284.
Especializada em direito canónico, beneficia dos problemas de Oxford para estabelecer a sua notoriedade. Jean Fisher e Erasmo, entre os primeiros mestres, fazem entrar o ar do Renascimento na universidade.
A partir de 1540, Cambridge torna-se a maior universidade protestante inglesa.
A fama de Isaac Newton, que aqui é professor de matemática a partir de 1669, salva-a da mediocridade que a ameaça. Hoje, os seus colégios de edifícios medievais ou clássicos parecem não ter mudado com o passar dos séculos.
Situados na margem do tranquilo Cam, respiram uma atmosfera fora do tempo que é única.
Oxford e Cambridge tradicionalmente rivais, têm editoras universitárias prolíficas e eclécticas e colégios com nomes como Pembroke, Trinity, Corpus Christi, Magdalene …
Quando se sabe que os estudantes se consideram oriundos de um colégio antes de se dizerem diplomados por urna faculdade, ser antigo aluno de Pembroke ou de Corpus Christi pode prestar-se a confusões! A rivalidade entre Oxford e Cambridge é também simbolizada na regata que opõe as duas universidades desde 1829.
A relação colégio-universidade em Cambridge e Oxford
O funcionamento de Oxford e de Cambridge, quase incompreensível para um não-britânico, é no entanto simples. Os alunos devem primeiro ser admitidos num dos numerosos colégios para seguirem cursos universitários.
As aulas teóricas e os exames desenrolam-se nas faculdades. No colégio, os estudantes ficam a cargo de fellows, que ministram um ensino informal. Frequentemente são professores catedráticos que recebem os estudantes em grupos de dois ou três várias vezes por semana à volta de uma chávena de chá … ou de um cálice de xerês.
Esta formação é mais importante para os estudantes que os cursos clássicos.